A Europa à beira do lockdown, outra vez

Verão sem lei, mutações do coronavírus e tempo curto de imunização provocam a segunda onda da Covid



Lockdown, medidas de emergência, hospitais novamente lotados. A semana não trouxe boas notícias para o combate à Covid, com aumento do número de casos e mortes nos Estados Unidos e na Europa. Países como França, Alemanha e Espanha voltaram a adotar medidas duras de isolamento. O segunda onda da doença preocupa a comunidade científica e derrubou as bolsas no mundo inteiro.


O novo surto da doença veio acompanhado também de pesquisas preocupantes. Cientistas ingleses desconfiam que o período de imunidade de quem teve a doença é mais curto do que se esperava, pode se limitar a três ou quatro meses, com pacientes mais velhos. Outro estudo preocupantes, da Universidade Suíça de Basel e da ETH de Zurique, ainda não publicado em revistas científicas, revela que a nova onda da Covid foi intensificada por mutações do coronavírus.


A nova mutação, chamada de "20A.EU1", foi rastreada inicialmente na Espanha e se espalhou em países que estão enfrentando a segunda onda da covid-19, como o Reino Unido. A mutação provavelmente se originou em trabalhadores agrícolas no nordeste espanhol, onde foi registrada pela primeira vez. E se espalhou durante o verão europeu, o que fez com que se disseminasse pelo continente. Em julho, seis países já teriam registrado a presença da mutação "20A.EU1". Segundo o estudo, quatro em cada cinco casos novos de covid-19 no Reino Unido aconteceram por causa dessa mutação.


Segundo o UOL, os cientistas relacionaram esse índice a transmissões individuais ocorridas em julho e agosto. "O aumento da prevalência de 20A.EU1 em toda a Europa implica que as diretrizes e restrições para viagens de verão geralmente não foram suficientes para prevenir a transmissão",


A preocupação não se restringe a Europa. Nesta quinta-feira, 29, a Anvisa alertou os serviços de saúde no Brasil sobre a nova onda de Covid na Europa e reforçou a necessidade de intensificar as medidas de prevenção. A queda do número de mortes no Brasil foi acentuada. A redução do número de casos é lenta.


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