Serafini chega em 2º lugar e mostra força na política de Niterói

Prefeito Rodrigo Neves é o grande vencedor; Felipe Peixoto se moveu muito para a direita e perde espaço; e Serafini fará bancada expressiva


Por Luiz Claudio Latgé

Serafini, história de militância em Niterói


A eleição transformada em plebiscito aprovou a gestão de Rodrigo Neves e entregou a Prefeitura a Axel Grael, com votação expressiva, mais de 60% dos votos. Quem soma tanto voto, com certeza, aparece na ponta dos que ganharam na eleição, e o Prefeito Rodrigo Neves foi o grande vencedor. O que vem na sequência no mapa eleitoral é mais complexo e terá maior implicação na vida da cidade.


Flávio Serafini, do PSOL, aparece em segundo lugar. Somou pouco mais de 10% dos votos. Ficou em segundo, mas já teve votação mais expressiva, em números absolutos, quando chegou em terceiro. Ele aparece depois do Prefeito eleito pela consistência de seu trabalho, mas também pelos erros de Felipe Peixoto, do PSD, que ocupou esta posição nas duas últimas eleições.


Depois de perder a legenda de origem, o PDT, para o Prefeito Rodrigo Neves, Felipe deu um passo à direita, talvez seduzido pelo avanço dos conservadores nas últimas eleições presidenciais e para o governo do estado - ou talvez por falta de opções. Foi para o PSD e carregou Bruno Lessa, que passou do PSDB para o DEM. O eleitor não o reconheceu na direita. Sumiu do mapa, atrás até da estreante Juliana Benício do Novo, que provavelmente veremos em outras eleições tentando vaga na Assembléia Legislativa.


A direita, desde 2018, é território radicalizado do Presidente Jair Bolsonaro. Isso ficou claro com a votação de Allan Lyra, que aparece bem perto de Serafini. Allan voltará em poucas semanas aos eventos religiosos que frequentava. Não foi capaz de formular uma só ideia. Chegou onde chegou pela força do Deputado Carlos Jordy, este, sim, expressão do bolsonarismo, e vice-líder do presidente no Congresso. Sai fortalecido e será eleitor importante na cidade, se o Presidente não tornar fumaça o patrimônio político conquistado em 2018, algo que se esforça para fazer. Deuler da Rocha tentou ocupar este espaço, se valendo da legenda que elegeu Bolsonaro, mas este território não lhe pertence. Estará bem ocupado na Polícia Federal.


Mas é preciso estabelecer uma diferença entre os ganhos políticos de Jordy e de Serafini. Serafini fará uma bancada importante na Câmara Municipal. Jordy dificilmente construirá uma base parlamentar. O avanço do PSOL é significativo e torna o partido uma interlocução importante no futuro da cidade.





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