Abel divulga carta após denúncias de surto de Covid: 'Acusações gratuitas e parciais'

Colégio reitera que cada suspeita ou confirmação é informada à Vigilância Epidemiológica, que monitora e orienta as medidas a serem tomadas


Colégio La Salle Abel / Foto: Reprodução da internet


A diretoria do colégio La Salle Abel divulgou uma carta aberta nesta segunda-feira (7) sobre os casos de profissionais da instituição contaminados por Covid, entre eles supervisores, professores e auxiliares da Educação Infantil. De acordo com o ofício encaminhado ao Ministério Público pela Câmara de Vereadores e Alerj, cerca de 20 profissionais estariam afastados da escola após testarem positivo. O colégio afirmou, por meio de um documento que, mesmo diante de todos os esforços, tem recebido "acusações gratuitas e parciais, colocando em risco todo o nosso legado enquanto Instituição de Ensino tradicional na cidade, com informações falsas, sem fundamento e o devido direito de resposta".


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A escola ainda afirma que a paralisação das aulas presenciais da Educação Infantil, por 15 dias, foi necessária, pois as "medidas são tomadas quando temos um caso suspeito ou confirmado conforme o protocolo interno da instituição e do documento “Diretrizes para Sistema de Vigilância Escolar–Monitoramento do Retorno às Atividades da Educação de Niterói”.


- Esse documento é resultado de um esforço conjunto entre a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (SME), Fundação Municipal de Educação (FME), Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS), ambas de Niterói. Seu objetivo é garantir a máxima segurança para que a vida e a saúde dos profissionais da educação, dos estudantes e de seus familiares sejam resguardadas neste tempo - destacaram na carta.


Sobre a notificação dos casos, o colégio reitera que cada suspeita ou confirmação é informada à Vigilância Epidemiológica, que monitora e orienta as medidas a serem tomadas em relação à turma, ao turno ou ao segmento. Além disso, afirma que as famílias dos estudantes recebem as notificações de suspeita ou de confirmação de casos para que fiquem em alerta no caso do surgimento de sintomas e acompanhem a situação da turma. O mesmo acontece quando existe a necessidade de suspensão das aulas presenciais pelo período de 14 dias.


Sobre os casos suspeitos, a escola afirma que os estudantes que apresentam possíveis sintomas no ambiente escolar são encaminhados imediatamente ao ambulatório do colégio para avaliação e, caso necessário, de acordo com a Cartilha de Orientações, as famílias são convocadas a buscar o estudante e orientadas a comparecer ao pediatra de acompanhamento regular para a liberação do retorno ou a solicitação do teste para Covid-19. Nos casos de confirmação, o aluno permanece em regime remoto por 14 dias e retorna às aulas presenciais somente após a liberação médica.


Já em relação aos colaboradores, a escola afirma que eles são orientados a notificar a coordenação e não comparecer ao Colégio, em caso de suspeita e, caso manifestem sintomas durante o expediente, são encaminhados para a realização do teste e aguardam o resultado em isolamento domiciliar. E destacam que, em hipótese alguma, o colaborador com suspeita ou confirmação continua trabalhando presencialmente.


A escola ainda esclarece que a configuração do surto acontece quando uma turma possui dois casos confirmados em um intervalo de 2 a 14 dias do início dos sintomas. Após casos confirmados em duas turmas, que convivem no mesmo ambiente e no mesmo turno, e considerando a mesma janela, a escola diz que a orientação, pautada nas diretrizes, é de suspensão de todo o turno.


- No dia 27 de maio, tivemos a confirmação dos casos em duas turmas de cada turno, o que acarretou o fechamento preventivo de todo o segmento da Educação Infantil por 14 dias. Infelizmente, é uma nova realidade e precisamos estar preparados para tomar as atitudes necessárias. Reforçamos que, apenas seguindo rigorosamente os protocolos de saúde, vivenciamos este tipo de situação - sublinharam.


Por fim, a escola reforça que cumpre rigorosamente todos os protocolos exigidos pela Coordenação de Vigilância, porém, assume que, mesmo com todos os cuidados, a circulação do vírus ultrapassa a barreira do ambiente escolar. "Esse é um compromisso de todos, pois o cuidado deve se manter dentro e fora do colégio com o uso de máscaras, lavagem frequente das mãos, uso de álcool 70, respeito ao distanciamento e à sinalização de segurança, assim como evitar a aglomeração nas entradas e saídas.


A diretoria do Colégio Abel afirma que segue com a atenção redobrada, acompanhando os estudos e ajustando os protocolos de forma que atenda à legislação vigente e diz que espera por um avanço da vacinação no Município para que devolva parte da rotina escolar, para que possa seguir com mais tranquilidade a missão de educar.


Câmara e Alerj acionam o MP por descumprimento de normas sanitárias


Após as denúncias, a Câmara Municipal de Niterói e a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro encaminharam um ofício ao Ministério Público (MP) com denúncias de descumprimento de medidas sanitárias de combate à Covid do Colégio. De acordo com o documento, cerca de 20 profissionais estão afastados da escola após testarem positivo para Covid-19 e outros com suspeita de infecção seguem trabalhando. Há relatos também de que não se tratam apenas de profissionais do segmento infantil.


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