Anvisa recomenda suspensão de vacina da AstraZeneca para gestantes

Bula do imunizante prevê uso apenas em caso de avaliação individual da pessoa a ser vacinada


Por Livia Figueiredo

Foto: Reprodução da internet


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina da AstraZeneca/Fiocruz contra Covid para gestantes. A orientação está em nota técnica emitida pela agência nesta segunda-feira (10).


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De acordo com a Anvisa, a orientação de suspensão é "resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país". A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.


“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa. A vacina vinha sendo utilizada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a CoronaVac e a vacina da Pfizer.


Questionada sobre a recomendação da Anvisa, a Prefeitura de Niterói ainda não respondeu se irá suspender o imunizante para gestantes até o fechamento desta reportagem. Niterói havia incluído gestantes no grupo de comorbidades.


A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro decidiu suspender a vacinação de gestantes e puérperas na cidade até que “a investigação do caso de evento adverso em gestante seja finalizada pelo Ministério da Saúde e o Programa Nacional de Imunizações se pronuncie”. Devido a essa orientação da Anvisa, a prefeitura de São Paulo também resolveu suspender preventivamente a aplicação de vacinas contra covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para gestantes. A suspensão será mantida até que ocorra uma nova orientação por meio do PNI.


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Caso de trombose


O Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro investigam o caso de uma mulher grávida que tomou a vacina da Covid-19 Oxford/AstraZeneca e desenvolveu quadro de trombose. A investigação é sobre o histórico de saúde da paciente e tem como objetivo analisar se é possível estabelecer uma relação entre a aplicação da vacina e o efeito adverso. A formação de coágulos como efeito colateral da vacina de Oxford foi incluída na bula do imunizante, mas é um evento adverso considerado muito raro.


Em nota, a AstraZeneca informou que não tem posicionamento sobre o tema”, porque “não foram realizados estudos em mulheres grávidas.”