As histórias de ex-prefeitos de Niterói e o que esperam do próximo

Atualizado: Nov 14

Conheça as trajetórias e as expectativas às vésperas das eleições de quem já comandou a cidade

Por Livia Figueiredo


O ex-prefeito Waldenir Bragança / Foto: Reprodução da internet


Às vésperas das eleições municipais e a expectativa cada vez maior sobre quem irá assumir o cargo, o A Seguir: Niterói conversou com ex-prefeitos da cidade para contar um pouco das suas contribuições em seus mandatos, o que estão fazendo atualmente, as questões que consideram mais urgentes na cidade, o que esperam do novo prefeito e o que gostam de fazer em Niterói quando não estão trabalhando.


Confira abaixo os depoimentos dos ex-prefeitos Waldenir Bragança e Godofredo Pinto:


“Eu me adotei em Niterói como filho”. É assim que Waldenir Bragança abre a conversa. Nascido em Araruama e morador de Niterói desde 1943, ele mantém uma relação de muito afeto com a cidade. Há 64 anos exerce a profissão de médico e tem filhos, netos e genro seguindo a sua área. Conta que está nesse meio a favor da saúde e diz que foi secretário da área e depois, em decorrência disso, foi lançado como prefeito. “Minha vida toda foi voltada para servir e ajudar o que está ao meu alcance, para colocar em prática os sonhos ideais.”


Prefeito de 1983 a 1988, Waldenir Bragança também atuou como advogado, professor, deputado estadual e segue, atualmente, como médico. Também foi presidente da Associação Médica Fluminense e preside, desde 2011, a Academia Fluminense de Letras. Em seu governo, ele criou o passe livre do idoso e da pessoa com deficiência, além de fundar o Clube da Terceira Idade. Após seu mandato de prefeito, criou a Universidade Aberta da Terceira Idade.


Aos 89 anos, ele conta que continua até hoje dedicando atenção especial à população idosa e está com seus esforços voltados para a área de clínica médica. Além disso, tem buscado colaborar com as entidades culturais da cidade, pois acredita que o movimento cultural melhora o nível de relacionamento, a parte educacional e a convivência das pessoas, além de contribuir para a elevação da autoestima da população.


Segundo Waldenir Bragança, a questão mais urgente a ser resolvida na cidade é que o novo prefeito consiga colocar em prática um plano de governo que atenda aos anseios e às necessidades fundamentais da população. Ele cita como exemplo uma estrutura de saúde mais eficaz, de tal maneira que não haja necessidade de aguardar muito tempo na fila de espera por uma cirurgia. Bragança almeja que o novo gestor da cidade consiga obter os meios para impedir que a pandemia se alastre ainda mais.


-Em uma cidade que tem aproximadamente 96 mil idosos, espero que o novo prefeito dê uma atenção especial à política pública da população idosa. Trata-se de uma cidade de idosos dentro de uma cidade. Portanto, há uma necessidade latente da existência de uma instituição de longa permanência, um lugar onde as pessoas que não têm recursos para atendimento em casas particulares possam ser assistidas adequadamente – diz Waldenir Bragança.


Professor aposentado e atuando atualmente como assessor parlamentar do Deputado Estadual Waldeck, Godofredo Pinto administrou a cidade no período de 2002 a 2008. Foi fundador do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), em 1977, e o primeiro presidente eleito, em 1979. Godofredo foi professor de Matemática, com Mestrado em Lógica Matemática pela UFF e da rede municipal do Rio. Em Niterói, lecionou no Instituto Abel, na rede estadual, e, em Campos, na Escola Técnica Federal de Campos e na Faculdade de Filosofia de Campos, onde se formara.


Para ele, a questão mais alarmante de Niterói atualmente é a mobilidade urbana, ainda que tenham sido realizadas obras importantes, como o Túnel Charitas-Cafuba e o alargamento da Avenida Marquês do Paraná, como ele mesmo cita.


-O que eu espero do próximo prefeito é que ele dê continuidade ao bom governo do Prefeito Rodrigo Neves. O principal problema de Niterói é a mobilidade urbana, mesmo tendo havido obras de grande destaque. A saúde precisa ampliar o acesso dos usuários ao atendimento na atenção secundária para realização de exames de imagem. Como administrador da cidade e liderando um pool de prefeitos de municípios circunvizinhos, consegui junto à Agência Nacional da Produção, via uma ação judicial em 2003 (transformando Niterói de Zona de Produção Secundária em Principal), multiplicar por 15 o volume de recursos arrecadados com a exploração de petróleo; implantei o Colégio Pedro II no Barreto e ampliei em 49 o número de unidades educacionais, além de ter criado o primeiro polo do CEDERJ na cidade, que recebeu o Prêmio Cidade Livre do Analfabetismo – ressalta Godofredo.


Ele também destaca o Hospital de Urgência Mário Monteiro e treze novas unidades de saúde, frutos do seu governo, além de ter conseguido trazer o SAMU para Niterói.


O ex-prefeito Godofredo Pinto / Foto: Reprodução da internet


Nascido em Campos dos Goytacazes e morador de Niterói desde 1973, o ex-prefeito conta que é encantado pela beleza da cidade e pela cordialidade e generosidade dos niteroienses. Quando não está trabalhando, gosta de caminhar no Campo de São Bento para espairecer.



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