Covid-19: com 497 casos e 13 mortes na semana, Niterói segue no Alerta Máximo

Atualizado: Out 14

Aumento nas atividades e queda no isolamento mantêm índices da pandemia elevados na cidade

Niterói registra de 11 a 13 mortes por semana, há um mês e meio. Fonte:Prefeitura


A retomada de atividades em Niterói - e nas cidades vizinhas - tem reduzido os índices de isolamento a taxas parecidas com as que se registrava antes da primeira morte por Covid, em março e não tem ajudado num controle mais eficiente da doença. Niterói patina há seis semanas num nível ainda considerado alto de casos da doença. Na quadragésima-primeira semana epidemiológica, foram 497 casos e 13 mortes, segundo dados dos boletins diários da Prefeitura - resultado que mantém a população em Alerta Máximo.


O número de novos casos também persiste em torno de 500 por semana. Fonte: Prefeitura


Depois do lockdown, adotado em maio e que derrubou de forma consistente os números de casos e mortes, quando a doença ameaçava a superlotação de leitos e UTIs das redes pública e privada, o controle da epidemia tem sido lento. Como a densidade de uma escada, com degraus largos. a Cidade manteve durante cinco semanas uma média de 17 mortos. Até avançar para um patamar melhor, que tem oscilado nas últimas seis semanas entre 11 e 13 mortos.


Os altos e baixos não permitem que a cidade avance para o estágio de Alerta Amarelo 1, o mais próximo do Novo Normal, que seria o Verde, que só deve ocorrer com a descoberta e aplicação de uma vacina. Nas últimas seis semanas, apesar da Secretaria de Saúde já ter aplicado mais d3e 100 mil testes, foram quase que sistematicamente cerca de 500 novos casos confirmados por semana.


Na semana passada, o Prefeito Rodrigo Neves decidiu antecipar algumas das medidas previstas apenas para a etapa seguinte do plano de transição para o Novo Normal, desenhado pela própria prefeitura. Apesar da recomendação contrária do Comitê Científico, autorizou a volta às aulas, que só não aconteceram por embargo da justiça e baixa adesão das escolas e dos alunos. Também autorizou o funcionamento de bares e restaurantes com música ao vivo, até às duas da madrugada, uma das atividades consideradas de maior risco - e que, neste momento, voltaram a ser limitadas em países como a Alemanha, que já avançou muito mais que o Brasil no controle da doença e ainda assim decretou esta semana uma espécie de toque de recolher às 23 horas.


A taxa de isolamento na cidade, que no período inicial da doença e no lockdown, esteve acima de 60%, caiu na semana passada para 38%, taxa semelhante ao período anterior à primeira morte por Covid no país. A notícia boa é que a taxa de ocupação dos leitos hospitalares, embora tenha aumentado nas últimas semanas, se mantém em torno de 30%.


A Prefeitura tem se guiado pelos indicadores exibidos no painel de monitoramento da Covid - a planilha usada para calcular o estágio de alerta. Os números que aparecem ali, casos, mortes, ocupação hospitalar, entre outros, no entanto, são diferentes dos que a Prefeitura divulga diariamente. E só são exibidos, sem maiores explicações da Secretaria de Saúde, a cada semana, normalmente às segundas-feiras. O “indicador-sintese”, como o Prefeito se refere, está em 5,38%. Bem perto do 5, que a cidade precisa registrar para avançar ao Amarelo-1.


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