Axel Grael revela que foi atacado por Daniel Silveira e cogita processo: 'Inadmissível'

Deputado federal bolsonarista usou as mesmas palavras violentas para ameaçar ministros do STF

Deputado Daniel Silveira de camiseta amarela. Reprodução


O Prefeito de Niterói, Axel Grael, compartilhou em uma rede social uma ofensa que recebeu do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL). O caso ocorreu, através de uma rede social, dias antes da prisão do parlamentar, por ameaças a ministros do Supremo e apologia ao AI-5, a mais terrível ferramenta de repressão da Ditadura Militar.


Grael publicou um print do comentário feito por Silveira na rede social. Na mensagem, o deputado usa os mesmos termos violentos com que ameaçou ministros.

Comentário ofensivo de Daniel Silveira. Reprodução


"Há três dias recebi uma ameaça desse deputado federal. Nesta terça-feira ele foi preso por ameaça contra ministros do Supremo, com conteúdo quase igual ao que escreveu para mim. Esse tipo de comportamento é inadmissível", publicou Axel Grael.


O Prefeito escreveu, ainda, que seguirá defendendo a democracia através de diálogo republicano e que estuda, junto aos advogados, processar o parlamentar. Ele acredita que desta forma pode coibir posturas violentas de "pessoas que ameaçam a integridade física daqueles que divergem de seus pensamentos".


"Isso precisa acabar. Que a justiça seja feita", concluiu o Prefeito.


Quem é Daniel Silveira


Daniel Silveira foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro na onda bolsonarista, com pouco mais de 31 mil votos. Ele ganhou notoriedade em 2018, quando quebrou, orgulhoso, uma placa simbólica de homenagem à vereadora Marielle Franco, que fora assassinada meses antes. Desde então, é visto como aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas, como deputado, jamais chegou a ter atuação de destaque.


Em Brasília, Silveira faz parte da ala mais radical da Câmara, adotando posturas e discursos violentos e radicais, alinhados à extrema direita. Antes da política, o deputado atuou por seis anos como Policial Militar e, ao longo de quatro anos, foi preso administrativamente 80 vezes. Também já foi investigado por tráfico de anabolizantes em Petrópolis, na Região Serrana.