Butantan realiza última entrega da Coronavac antes de paralisar produção

Instituto atribuiu o atraso na chegada da matéria-prima a um 'entrave burocrático' causado por declarações 'desastrosas' do governo

Coronavac produzida pelo Butantan. Divulgação/Prefeitura de Niterói


No mesmo dia em que concluiu as entregas do primeiro contrato com o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan interrompeu a produção da Coronavac por atraso na chegada da matéria-prima. Foi disponibilizado o total de 1,1 milhão de doses, somando 47,2 milhões de doses da vacina.


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A entrega desta sexta, excede os 46 milhões de doses contratadas inicialmente pelo Ministério da Saúde e já contam como adiantamento do segundo contrato, que prevê mais 54 milhões de vacinas até o fim de agosto.


O Butantan, entretanto, se vê obrigado a pausar a produção pela falta de ingrediente farmacêutico ativo (IFA). Segundo o governo de São Paulo, o carregamento ainda não foi liberado pelo governo chinês para ser embarcado ao Brasil.


— Esses 10 mil litros correspondem a aproximadamente 18 milhões de doses da vacina, absolutamente necessários para manter a frequência do sistema vacinal, acelerar e atender os que precisam da segunda dose — disse o governador João Doria.


Ele atribuiu o atraso na liberação do envio do material a um “entrave diplomático” causado por declarações "desastrosas” de autoridades do governo brasileiro em relação à China e à própria vacina.


A entrega de insumos já sofreu outros atrasos semelhantes. Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, a finalização do primeiro contrato de fornecimento ao PNI teve um atraso de 12 dias.