Caso não reverta indicadores, Niterói pode fechar mais de dez atividades; entenda

Alerta Laranja, que a Prefeitura tenta evitar, prevê fechamento de igrejas, academias e estabelecimentos de ensino

Bar fechado na Rua Tavares de Macedo. Livia Figueiredo


Com indicadores próximos do limite, Niterói corre o risco de voltar a paralisar mais de dez atividades econômicas e voltar a um estágio do Plano de Transição do qual havia saído em junho do ano passado. Atualmente, a nota da cidade na planilha de monitoramento está em 9,38. Se chegar a 10, o município retrocede para o Alerta Laranja. Segundo a Prefeitura, foi para se antecipar a esse retrocesso que um decreto recente limitou atividades e instaurou o toque de recolher.


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De acordo com o Plano de Transição para o Novo Normal, que pauta as decisões da Prefeitura no combate à pandemia, o Alerta Laranja prevê a suspensão de mais de dez atividades econômicas, além de fechamento de escolas, universidades e cultos religiosos. Área públicas também permaneceriam fechadas, como ocorreu entre março e junho de 2020.


Veja o que fecha se Niterói voltar ao Alerta Laranja, segundo o Plano de Transição para o Novo Normal:

  • Casas noturnas e pubs

  • Bares

  • Eventos, teatros, cinemas e similares

  • Clubes

  • Academias

  • Agência de turismo

  • Missas, cultos e serviços religiosos

  • Comércio de rua

  • Shoppings

  • Centros comerciais

  • Restaurantes buffet

  • Serviços de TI

  • Edifícios e atividades paisagísticas

  • Casas de câmbio

  • Educação infantil e Ensino Fundamental

  • Ensino Médio

  • Ensino Superior

  • Demais estabelecimentos educacionais

  • Parques, praças e jardins

Na última quinta-feira, durante transmissão do gabinete de crise nas redes sociais, o Prefeito Axel Grael foi taxativo ao falar sobre as medidas restritivas adotadas sete dias antes na cidade com prazo de vigência de 15 dias. A intenção, segundo a Prefeitura, era tentar frear a piora da nota da cidade antes de chegar ao Alerta Laranja.


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— Nossos indicadores estavam mostrando que estávamos prestes a chegar num nível da pandemia que nos obrigaria a fechar a maior parte das atividades — explicou Grael.


Na ocasião, o Prefeito afirmou, ainda, que o gabinete de crise havia se reunido naquele dia e verificado que os números chegaram a ser estabilizados com uma semana de restrições. No entanto, os dados ainda não deixavam a cidade em situação confortável. O indicador síntese seguia em 9,38.


— A gente não pode esperar aumentar o número de óbitos na cidade para tomar as medidas que são necessárias. Os nosso números não são como os de outras cidades, mas também não são confortáveis.


O decreto municipal que restringiu atividades até 21 de março. O texto prevê fechamento de bares e restaurantes após as 18h, fechamento de quiosques da orla, mudanças nos horários de funcionamento do comércio, restrições de atividades ao ar livre e proibição de permanência em locais públicos das 23h às 5h.