Casos de Covid-19 aumentaram no Rio por causa do feriadão 7 de setembro

A conta do “liberou geral” do feriado aparece agora no Rio e em São Paulo


Prainha de Itacoatiara, um dos locais procurados no feriadão


O feriado do 7 de setembro foi quase um marco no comportamento da população, depois de quase seis meses de isolamento no enfrentamento da Covid. Milhares de pessoas lotaram as praias do Rio, Niterói, Região dos Lagos e também de São Paulo, em Santos, como se a multidão tivesse decretado o fim do coronavírus. O resultado da aglomeração registrada naqueles dias começa a aparecer agora, com o aumento dos casos da doença e internações.


O registro mais contundente foi feito em São Paulo. O infectologista David Uip, do Centro de Contingência do Coronavírus, afirmou que os 14 dias seguintes ao feriadão mostraram um aumento do número de casos de contaminação pelo novo coronavírus no Estado de São Paulo. Na Baixada Santista, até terça-feira (22), foi registrado um aumento semanal de 35% no número de casos (nos últimos sete dias em comparação aos sete dias anteriores) e de 61,4% no número de óbitos. Na capital, o aumento do número de casos foi de 1,5% e o número de óbitos registrou queda de 22,7%.


No Estado do Rio de Janeiro, não foi diferente. Nos últimos dias, foram registrados aumentos de caso. A “média móvel” no dia 21 de setembro passou a ser de 88 mortes e 1.334 casos por dia. Um aumento de 36% na média de óbitos na comparação com as duas semanas anteriores, o que, por estar bem acima dos 15%, indica um cenário de crescimento no contágio da doença em território fluminense. Na capital, a ocupação de leitos e o aumento no tempo de espera por vagas de UTI voltaram a ser motivo de preocupação.


Em Niterói, o fim de semana prolongado registrou a mais baixa taxa de isolamento desde a escalada da doença, 36%, na sexta-feira 6. Naquele dia, a ponte Rio-Niterói registrou movimento em direção à Região dos Lagos de mais de 90 mil carros, muito próximo dos números registrados em períodos anteriores à pandemia. As praias da da Região Oceânica ficaram lotadas e, pouco depois, a Prefeitura decretaria o bloqueio do acesso à Itaipu.


Ainda não há dados que permitam estabelecer o aumento do número de casos com o feriado, em Niterói, como se viu em São Paulo e no Rio. Mas os hospitais registraram aumento no número de internações nas últimas duas semanas.


O Comitê Científico, que assessora a Prefeitura de Niterói no combate à Covid, adverte que é preciso evitar o relaxamento das medidas de proteção, e a frequência das praias tem sido uma grande preocupação. Segundo o infectologista Rômulo Paes é preciso definir “o que vai abrir e com que finalidade”. O deslocamento de trabalhadores entre Niterói, Rio e São Gonçalo, diariamente, outro fator de risco de contágio, decorre da necessidade de trabalho. A praia não tem a mesma justificativa.



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