Cecília Beraba faz músicas da poesia e da parceria com Jorge Mautner

Cantora carioca musicou poemas do multiartista e lançou disco pelos 80 anos dele


A cantora, compositora, professora de música e astróloga Cecília Beraba. Foto Divulgação


Cecília Beraba selecionou, arranjou e cantou poemas de Jorge Mautner em homenagem aos 80 anos do multiartista. O resultado dessa parceria poética pode ser conferido no primeiro álbum da cantora e compositora carioca, "Eterno meio-dia - Parcerias com Jorge Mautner", lançado em março e disponível nas plataformas Spotify, Deezer, iTunes, Amazon e YouTube. São 11 canções na voz cristalina de Cecília gravadas durante a pandemia.


- É um trabalho independente, um disco atravessado pela pandemia, mas que se reinventou a partir dela. Jorge tem uma obra literária extensa. Esse disco dialoga com ela com todo o dinamismo e profundidade que a linguagem do artista exige - conta a cantora.


Por causa da pandemia, o lançamento foi virtual, sem shows de Cecília e Mautner, que já fez dezenas de apresentações em Niterói ao longo da carreira.

O álbum tem desde canção que Cecília fez a partir de versos tirados do primeiro livro de Mautner, "Deus da Chuva e da Morte", que rendeu a ele um premio Jabuti na época, até músicas produzidas durante o isolamento por causa da Covid-19.


Cecília participou de peças, gravações, locuções e inúmeros projetos musicais. Nos últimos anos tem se dedicado, entre outras coisas, à parceria filosófica e musical com o Mautner. Já assinam juntos mais de 30 canções. Antes do álbum, em dezembro de 2020, Cecília lançou dois singles de sua autoria: “Exu" e “Omolu”.


Com exceção da última canção, a bônus track "Eremita Erê", que é uma homenagem de Cecília a Jorge, todas as músicas do disco têm letras dele, musicadas por ela. O disco também faz uma homenagem ao grande parceiro de Mautner, que o acompanhou por mais de 40 anos, o violonista Nelson Jacobina.


Participam do álbum músicos como Marcelo Callado, Marcos Campello, Thomas Harres, Antônio Guerra, Rodrigo Sestrem, Léo Pinheiro, entre outros. A capa foi feita a partir de uma foto do fotógrafo Custódio Coimbra, chamada "Carnaval em Madureira". O design, assinado por João Tolentino e Bruna Vieira, incorpora à imagem o símbolo do Kaos - movimento cultural criado por Jorge Mautner nos anos 50.


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