Colégio Abel rebate carta de pais e diz que professores se sentem seguros

Atualizado: Mar 13

Instituição admite que recebeu solicitações de afastamento, mas afirma que casos de Covid foram pontuais

Foto: Reprodução


Após abaixo-assinado feito por 140 pais de alunos do Colégio La Salle Abel, em que é retratado o risco sanitário envolvendo professores e alunos, como colaboradores com idade mais avançada e outros com comorbidades trabalhando no sistema presencial, o Colégio La Salle Abel resolveu se posicionar. Em nota, a instituição alegou que todos os colaboradores que optaram por retornar presencialmente se sentiram seguros e confiam no protocolo de retorno proposto pelo Colégio. Segundo o colégio, todos os educadores receberam itens de proteção individual, de acordo com a função e a necessidade de uso.


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Em nota, a escola afirma que os colaboradores do atendimento, por exemplo, teriam recebido máscaras de tecido e faceshield, assim como álcool 70º para a higienização das mãos e utensílios de uso compartilhado. Além dos recipientes com álcool, os professores e funcionários administrativos têm à disposição máscaras descartáveis suficientes para a troca nos períodos recomendados pelos órgãos reguladores.

O colégio reitera que o uso de máscaras é obrigatório nas dependências de todos os ambientes, porém a escolha do modelo mais confortável fica a critério de cada colaborador, desde que atenda os requisitos das orientações de saúde, como máscaras cirúrgicas descartáveis ou em tecido de dupla camada.


Poucas solicitações de afastamento

No abaixo assinado, feito por mais de 140 pais de alunos, os responsáveis se queixam da falta de transparência da escola quanto às informações sobre casos de professores e colaboradores com suspeita de Covid-19. Eles solicitam a divulgação de um boletim semanal com o número de casos suspeitos e confirmados. Em nota, o colégio afirma que, a respeito dos professores e colaboradores que fazem parte do grupo de risco, foram recebidas poucas solicitações de afastamento a pedido médico.

A escola ressalta que atua alinhada à Vigilância Epidemiológica do município notificando todos os casos e repassando às turmas. No início desta semana, em que completam 30 dias de aulas presenciais, a escola afirma que obtiveram um número relativamente baixo de casos confirmados, o que representa cerca de 0,5% da base total de alunos e colaboradores.


“Os casos foram pontuais e de indivíduos que fazem parte de grupos distintos. A orientação da Vigilância Epidemiológica é a notificação complementar para um possível surto, considerando os casos de pessoas sintomáticas, com testagem positiva para Covid, que fazem parte do mesmo grupo de convívio e com um intervalo menor do que sete dias, o que não aconteceu até o momento. Em relação ao pedido da criação do boletim semanal, o assunto será pautado e avaliado pelo Conselho Diretivo e Comissão de retorno às aulas presenciais do Colégio”, destacaram.

Colégio afirma que distribuiu kits individuais

A escola afirma que oferecem em todas as salas recipientes contendo álcool 70º para a higienização dos equipamentos de uso compartilhado e todos os professores foram orientados a higienizar os dispositivos e materiais antes e depois da utilização durante a dinâmica entre as trocas de sala. Diferente do que foi dito na carta, a escola afirma que os apagadores e marcadores são de uso individual e que cada professor utiliza seu próprio kit disponibilizado pelo Colégio.


Quanto às medidas de distanciamento, também muito questionada pelos responsáveis dos alunos, o Colégio reforça que todas as salas foram organizadas de acordo com as normas de distanciamento previstas nos protocolos municipais e que as turmas possuem uma capacidade limitada e pré-determinada com marcação de piso que define o posicionamento de cada carteira, o que impossibilitaria a ocupação de alunos para além do que é permitido.


“Os alunos são remanejados para outras salas do ano de escolaridade com vagas disponíveis, nos casos onde a capacidade da sala de aula esteja completa, mas esses casos são pontuais. Desde a primeira semana de março, iniciamos a estratégia de rodízios que será ampliada na próxima semana para todo o Ensino Fundamental - Anos Finais e para uma parcela representativa do Ensino Médio”, pontuam.


A escola afirma que neste ano, funciona sob a modalidade do ensino remoto e o presencial, simultaneamente, diferente de 2020, quando realizavam apenas aulas online. Após um ano desafiador, o colégio diz que o compromisso está em encontrar o equilíbrio entre as estratégias do processo pedagógico, o desenvolvimento de nossos alunos e a saúde emocional e física de nossos educadores.


Na carta, pais de alunos também pedem para que a transmissão das aulas seja feita em cada turma, que segundo a escola, é visto apenas como alternativa, mas não como a principal forma. O colégio ressalta que as turmas de transmissão foram a alternativa encontrada para evitar a exposição de todos os docentes em 100% de sua carga horária, convivendo com aulas presenciais e remotas.


“Iniciamos as turmas de transmissão simultânea dentro das salas de aulas com assistentes de apoio e fomos testando outras possibilidades, dentre elas as turmas paralelas, que são exclusivas para os alunos do ensino remoto em alguns anos de escolaridade. O objetivo sempre foi entregar uma melhor experiência para os nossos alunos e o cuidado exclusivo para as turmas remotas”, acrescentam.

Por fim, a escola afirma que está realizando os ajustes necessários, olhando para as duas modalidades de ensino e buscando estabilidade entre elas com o objetivo de promover qualidade de ensino aos alunos. Eles afirmam que mudanças fazem parte do processo de evolução, mas que é preciso considerar todas as variáveis e pensar em todos os efeitos a curto, médio e longo prazo. Na próxima semana, a escola assegura que iniciará o processo de transmissão simultânea em dois anos de escolaridade do Ensino Fundamental - Anos Finais, que servirá de laboratório para as decisões futuras do Colégio La Salle Abel.


SINEPE declara que é possível manter as escolas abertas com segurança


Em nota, o Sindicato das Escolas Particulares (SINEPE-RJ) declara que orienta seus associados a respeitarem todos os protocolos e diretrizes exigidos para o funcionamento presencial tendo, inclusive, desenvolvido um protocolo sanitário detalhado, com o apoio de uma empresa especializada, que foi colocado à disposição dos associados, que reforça, constantemente, essa orientação. Por fim, o sindicato afirma que é possível manter as escolas abertas com segurança, conforme a ciência e a experiência mundial evidenciam.