Colégio Abel volta a ter novos casos de profissionais contaminados por Covid

Escola afirma que Vigilância Epidemiológica foi notificada e está acompanhando os casos; Educação Infantil funciona em sistema remoto


O Colégio La Salle Abel / Foto: Reprodução da internet


Uma nova denúncia de professores do Colégio La Salle Abel revela casos de contaminação de Covid em profissionais da educação. Os professores preferiram não se identificar por receio de represália. Também há relatos de que alguns supervisores e auxiliares da Educação Infantil foram infectados pela doença. Procurado pelo A Seguir: Niterói, o colégio afirmou que a Vigilância Epidemiológica Municipal foi notificada e está acompanhando os casos. Há também queixas de aglomeração na saída da escola, onde muitas pessoas não estariam usando máscaras.


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Em nota, a assessoria da escola explicou que a situação está sendo acompanhada pela Vigilância Sanitária. O padrão para a suspensão das aulas presenciais é a ocorrência da doença em dois integrantes do mesmo grupo de convívio confirmados por teste positivo para Covid no intervalo de 2 a 14 dias do surgimento dos sintomas. Também afirma que as turmas da Educação Infantil estão no sistema remoto desde o dia 27 de maio e continuarão até 9 de junho. As aulas são realizadas pela plataforma do Google Classroom. A princípio, o retorno ao sistema presencial está previsto para o dia 10 de junho.


A escola reafirma o compromisso com a Família Lassalista, seguindo os protocolos de segurança, controle, acompanhamento, sanitização e distanciamento social, além da sinalização dos ambientes para a conscientização de toda comunidade educativa com o objetivo de garantir a segurança de alunos e colaboradores.


Caso será encaminhado ao Ministério Público


O A Seguir: Niterói também entrou em contato com a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Niterói e o presidente da Comissão, Paulo Eduardo Gomes (PSOL), afirmou que irá encaminhar o caso ao Ministério Público. Ele junto ao vereador Professor Túlio e o deputado estadual Flávio Serafini visitaram a escola duas vezes no mês de março. Nas vistorias, identificaram uma série de problemas no combate à Covid-19 e, por conta disso, os parlamentares encaminharam um ofício formalizando a preocupação e recomendando a adoção de uma série de protocolos sanitários.


- Infelizmente a escola não respondeu ao documento e não demonstrou que atendeu às solicitações. O que parece estar acontecendo agora são os efeitos daquilo que já vínhamos alertando. Ainda que houvesse total respeito aos protocolos, os riscos são enormes diante da grande concentração e circulação de estudantes e profissionais de educação. A cidade só começou a vacinar agora os profissionais de educação. Enquanto não houver vacina para todos estaremos sob risco. Vamos comunicar os novos casos ao Ministério Público - afirmou o vereador Paulo Eduardo Gomes.


E acrescentou: - Queremos que seja restabelecido o acordo firmado judicialmente em 2020 para que todos os protocolos e casos comprovados sejam comunicados de forma rápida e transparente à comunidade escolar e aos órgãos fiscalizadores.


Escola já recebeu denúncia em março


No início de março, pais de alunos do Colégio Abel fizeram um abaixo assinado relatando o descumprimento dos protocolos sanitários das autoridades de saúde contra a Covid-19. O documento, assinado por mais de 140 responsáveis, foi enviado ao corpo de direção da escola. Nele, é questionada a falta de atenção da instituição quanto a diversos aspectos relacionados à Covid-19. Na carta, é relatado que docentes e colaboradores não receberam equipamentos de proteção individual da instituição para exercerem seu ofício. Professores com idade mais avançada e outros com comorbidades estavam trabalhando no sistema presencial, quando deveriam ter sido escalados para o ensino remoto.


Na época, o colégio afirmou que os casos de Covid foram pontuais e que os indivíduos faziam parte de grupos distintos. A instituição também alegou que todos os colaboradores que optaram por retornar presencialmente se sentiram seguros e confiavam no protocolo de retorno proposto pelo Colégio. Segundo o colégio, todos os educadores receberam itens de proteção individual, de acordo com a função e a necessidade de uso.


Na carta, os pais se queixavam da falta de transparência da escola quanto às informações sobre casos de professores e colaboradores com suspeita de Covid-19. Os responsáveis dos alunos também reclamavam da falta de monitoramento quanto à taxa de ocupação das salas de aula, facilmente identificada pelo número de alunos no sistema presencial.


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