Comércio se prepara para reabertura maior em Niterói no dia 22

Poderão ter autorização para voltar clubes esportivos, shoppings em drive-thru, missas e cultos


Por Carolina Ribeiro


Mulher de máscara passa por loja de roupas em Icaraí. Foto: Gustavo Stephan


Comerciantes de Niterói trabalham com a expectativa de que a prefeitura confirme, nesta sexta-feira (19/6), que dará autorização para que mais setores voltem a reabrir na próxima segunda-feira, dia 22/6. A própria prefeitura já sinalizou que deve mudar o estágio de classificação da cidade no sistema de cores que marca a evolução da pandemia de Covid-19 na cidade.


A mudança do estágio laranja para amarelo 2, que é esperada, será decidida em reunião da prefeitura nesta sexta-feira (19/6). Será feita a análise de critérios como taxa de ocupação dos hospitais, casos ativos de coronavírus na cidade e número de óbitos. A previsão é que o estágio amarelo nível 2 seja aprovado para entrar em vigor no dia 22/6. Já o amarelo nível 1, que prevê a reabertura de shoppings, por exemplo, deve ser adotado em julho.


Hoje, no laranja, estão liberadas as atividades essenciais que permaneceram em funcionamento nas últimas semanas, como mercados e supermercados, farmácias, padarias, pet shops e postos de combustíveis, além de óticas, lojas de materiais de construção, oficinas mecânicas e de bicicletas, atividades da construção civil, serviços médicos, odontológicos e de fisioterapia, hotéis, indústria do petróleo e gás, lojas de automóveis e concessionárias, restaurantes (entrega apenas), escritórios, imobiliárias, salões de beleza e empresas de manutenção e reparo de máquinas e equipamentos.

No amarelo nível 2, de acordo com o decreto municipal, passarão a poder reabrir com capacidade reduzida clubes esportivos, missas e cultos religiosos, auto-escola e cursos profissionalizantes, lojas de vestuário e acessórios, além da autorização para o retorno de ‘pague e leve’ em restaurantes e drive-thru em shoppings e centros comerciais.

Segundo a prefeitura, entre os protocolos obrigatórios estão a ocupação máxima de 50% da capacidade, tratamento preferencial para clientes que estão nos grupos de risco, distanciamento entre as pessoas, obrigatoriedade de manter informativos sobre a prevenção visíveis, monitoramento da temperatura dos funcionários, testagem de trabalhadores sintomáticos, afastamento dos profissionais que estejam nos grupos de risco ou apresentem sintomas gripais.

As regras de restrição de circulação e isolamento social estão em vigor até 30 de junho e podem ser prorrogadas de acordo com a evolução da pandemia. Já a prática de exercícios físicos individuais na orla também foi autorizada das 6h às 9h e de 16h às 22h. Pessoas com mais de 60 anos têm horário exclusivo para atividades físicas entre 9h e 11h.


Máscara obrigatória


Apesar da flexibilização das regras, continua obrigatório o uso de máscara facial, artesanal ou industrial, durante a saída às ruas pelos próximos três meses, período que poderá ser renovável. A medida, independente do estágio em que a cidade se encontra, inclui o uso da máscara nos meios de transporte público ou privado e em ambientes compartilhados, como comércios e clínicas, além dos passeios. De acordo com o prefeito Rodrigo Neves, pode doer no bolso caso a pessoa esteja sem o item. Caso seja abordado por um Guarda Municipal, a multa administrativa é de R$ 180.


Criança não pode


Comércios considerados de baixo risco para o contágio do vírus estão liberados para funcionar desde que atenda aos cuidados de transmissão. No entanto, o decreto proíbe a circulação de crianças de 0 a 12 anos nos estabelecimentos comerciais. Mesmo de máscaras.


Regras de funcionamento


O decreto dita regras de distanciamento mínimo entre as pessoas mesmo com o uso da máscara. Setores autorizados a funcionar devem adotar regimes de escala e flexibilização de horários de entrada, saída e almoço para diminuir a aglomeração de pessoas, reorganizar posições das estações de trabalho e utilizar barreiras físicas entre os trabalhadores, de material liso, resistente, impermeável e que permita higienização a cada troca de posto. O trabalho remoto deve ser priorizado. Reuniões presenciais devem ser evitadas ou com número reduzido de pessoas.


Limite nos estabelecimentos


Devem ser implementados corredores de sentido único para coordenar os fluxos de entrada e de saída dos estabelecimentos. Já a ocupação dos espaços deve ser limitada, respeitando as orientações do distanciamento mínimo obrigatório. Em espaço fechado, distância de 2 metros, já nos espaços abertos, de 1,5 metro. O limite de ocupação deve ser divulgado em cartazes na entrada e em locais estratégicos, de fácil visualização. O estabelecimento é responsável por organizar filas, se necessário for, com fitas no chão prevendo o distanciamento, além de monitorar a ocupação e entrada das pessoas.


Termômetros


O decreto prevê que os estabelecimentos devem realizar a aferição da temperatura corporal em todos os colaboradores e público/clientes com termômetro digital infravermelho ainda na entrada.


Proteção


Sabido que o uso da máscara de proteção facial é obrigatória, funcionários dos estabelecimentos também estão incluídos. O empregador deverá fornecer o material em quantidade suficiente para cada colaborador. É proibido a reutilização de uniformes e/ou EPIs (capacetes, calçados de segurança, entre outros) se os itens não forem devidamente higienizados. Caso a atividade não necessite de EPI, máscaras descartáveis ou de tecido devem ser disponibilizadas.


Higienização


A higienização com álcool 70% ou sanitizantes é obrigatória para o funcionamento dos estabelecimentos, assim como a disponibilidade do kit completo de higiene. No decreto há uma série de recomendações para cada área: Superfícies de toque, como terminais de autoatendimento, corrimão de escadas e de acessos, maçanetas, telefones, entre outros, devem ser limpas, no mínimo a cada 2 horas. Pisos, paredes, banheiros, refeitórios e vestiários, no mínimo a cada turno e a cada dia nos transportes coletivos. Mesas, cadeiras, teclados, mouses e telefones, a cada turno. Lixos devem ser descartados a cada 2 horas, com segurança e uso do EPI adequado;


Ventilação


Filtros e dutos do ar-condicionado devem ter uma rotina de limpeza. Portas e janelas abertas, com ventilação adequada, exceto em locais não permitidos por questões sanitárias.


Cuidados de funcionários


Colaboradores devem ser treinados sobre etiqueta respiratória, de higiene e de prevenção. A lavagem das mãos instruídas a cada 2 horas, com água e sabão, por no mínimo 20 segundos. Cumprimentos com apertos de mão, abraços, beijos ou outro tipo de contato físico evitados. Já nos refeitórios, a preferência é por talheres e copos descartáveis ou individualizados. Bebedouros de jato inclinado devem ser evitados e substituídos pelo uso de copos plásticos.


Máquinas de cartão


Usada por muitos estabelecimentos, as maquininhas de cartão ganharam um item obrigatório no decreto. A recomendação é que elas sejam higienizadas a cada uso com álcool 70% ou sanitizantes.


Clientes


Se os estabelecimentos devem funcionar à base de muitas regras, os clientes também ganham atribuições. Funcionários poderão exigir que clientes e usuários higienizem as mãos com álcool 70% ao acessarem e ao saírem do estabelecimento.


Grupos de risco - clientes


O atendimento deverá ser preferencial para pessoas do grupo de risco. Estão incluídas pessoas com cardiopatias graves (insuficiência cardíaca, cardiopata isquêmica, arritmias); pneumopatias graves (em uso de oxigênio domiciliar; asma moderada/grave, doença pulmonar obstrutiva crônica); imunodepressão; doenças renais crônicas em estágio avançado; diabetes mellitus; obesidade mórbida; doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica (ex.: Síndrome de Down); idade igual ou superior a 60 anos; gestantes, puérpera, e outras condições determinadas pelo Ministério da Saúde.


Grupos de risco - funcionários


Colaboradores do grupo de risco podem solicitar ao empregador que permaneçam em casa, em trabalho remoto, se possível. Caso o funcionário precise trabalhar presencialmente, o empregador deve assegurar que as atividades sejam realizadas em ambiente com menor exposição de risco de contaminação. Se o funcionário residir com pessoa do grupo de risco, cabe ao empregador decidir se o trabalho deve ser remoto.

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