Com veto à Sputnik V, Niterói articula aquisição de outros imunizantes

Axel Grael lamentou decisão da Anvisa e afirmou que cidade atua em 'diferentes frentes'

Niterói pretende negociar outros imunizantes. Divulgação/Prefeitura de Niterói


Depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou o pedido de importação da Sputnik V por questões técnicas, o Prefeito de Niterói, Axel Grael, se pronunciou nas redes sociais. Ele lamentou a decisão e afirmou que a cidade "se mantém firme no propósito de acelerar a imunização".


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No texto publicado na manhã desta terça-feira, Grael afirmou que pretende cobrar agilidade do Ministério da Saúde na entrega das vacinas. Além disso, disse que o município vai "continuar atuando em diferentes frentes para a compra de vacinas seguras e eficazes".


"Lamento a decisão da Anvisa de negar a importação da vacina Sputnik V. Mas, não vamos desistir. Niterói se mantém firme no propósito de acelerar a imunização. Para isso, continuaremos cobrando agilidade do Ministério da Saúde, responsável pelo envio de vacinas para os municípios. Também vamos continuar atuando em diferentes frentes para a compra de vacinas seguras e eficazes. Não vamos poupar esforços para proteger os niteroienses", diz a íntegra da publicação.


No fim de março, Niterói anunciou a compra de 800 mil doses da Sputnik V, em articulação conjunta de estados e municípios, que negociou diretamente junto ao Fundo Russo. Na noite da última segunda-feira, no entanto, depois de extensa deliberação, a Anvisa decidiu vetar a importação do imunizante. A agência identificou uma série de deficiências quanto à eficácia e segurança da vacina.


Além de municípios como Niterói e Maricá, nove estados tinham a intenção de importar a Sputnik V: Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe e Pernambuco.