Começou! Reino Unido já vacina contra Covid. Data no Brasil ainda é incerta

Momento histórico, foi como definiu o ministro da Saúde britânico



O Reino Unido iniciou, nesta terça-feira (8), o plano de vacinação da população contra a covid-19. A Rússia também já começou a vacinar, mas com um outro imunizante, o Sputnik. Enquanto isso, o Brasil, com sua tragédia de quase 180 mil mortos pelo coronavírus, ainda tem data incerta para o começo da vacinação.


O governador de São Paulo, João Dória, anunciou o início de vacinação no estado para 25 de janeiro, mas os imunizantes adquiridos pelo governo paulista em conjunto com o Instituto Buntantan não são suficientes para vacinar toda a população do país. O Governo brasileiro ainda não tem confirmação de datas.


O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse que se trata de um “momento histórico", referindo-se à data como o "Dia V" [uma referência ao Dia da Vitória da II Guerra Mundial].


País europeu mais afetado pela pandemia (com mais de 61 mil mortos e mais de 1,7 milhão de casos de infeção), o Reino Unido é o primeiro país no mundo a autorizar a utilização da vacina anticovid-19 desenvolvida pelo grupo farmacêutico norte-americano Pfizer e pela empresa alemã BioNTech, e será o primeiro país ocidental a iniciar a sua campanha de vacinação.


Em comunicado divulgado no fim de semana, Matt Hancock informou que os primeiros grupos que vão receber a vacina serão “os mais vulneráveis e aqueles com mais de 80 anos”, bem como os funcionários de lares e residências seniores e do serviço de saúde público britânico (NHS, na sigla em inglês).


As especificidades da vacina Pfizer/BioNTech, que necessita de conservação a 70 graus negativos, representam um desafio logístico, disseram as autoridades sanitárias britânicas, acrescentando que as doses têm de ser transportadas por uma empresa especializada e que o descongelamento demora várias horas. O Reino Unido encomendou 40 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech, o que permite proteger 20 milhões de pessoas, uma vez que esta vacina se administra com duas doses. Apesar da rapidez com que a agência reguladora britânica aprovou a vacina Pfizer/BioNTech, a diretora executiva do organismo, June Raine, reiterou que "os mais elevados padrões” internacionais foram aplicados.

(com Agência Brasil)