Confira dez sinais de que Niterói 'se prepara para o pior cenário' da pandemia

Ao mesmo tempo em que garante que situação ainda está sob controle, Prefeitura tem tentado se antecipar ao agravamento da crise

Sanitização feita nas ruas de Niterói. Divulgação


Sem fazer alarde, a Prefeitura de Niterói vem recrudescendo o combate ao novo coronavírus diante da ameaça das novas variantes que têm colapsado o sistema de saúde Brasil afora. A preocupação com a situação da cidade tem ficado explícita nos comunicados feitos pelo gabinete de crise nas redes sociais. Tanto que, na semana passada, o Secretário Municipal de saúde, Rodrigo Oliveira, afirmou que o município precisava "se preparar para o pior cenário".


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Mas, apesar de negar a possibilidade de um lockdown e de assegurar que Niterói ainda se encontra numa posição segura em comparação a outras regiões do país, a Prefeitura tem adotado medidas que comprovam a gravidade da crise. Relembre algumas delas:



1 - Revisão do plano de contingência


O sinal de alerta está ligado desde que o Secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira, anunciou, na semana passada, em reunião do Gabinete de Crise da Prefeitura de Niterói, que a cidade precisa se preparar para o pior. Nas últimas semanas, o tema voltou à mesa: Niterói está finalizando um um plano de contingência para enfrentar variações do Coronavírus, já identificadas no país.


2 - Retomada do Comitê Científico


A Prefeitura de Niterói anunciou no último sábado a retomada do Comitê Técnico-Científico, para auxiliar na tomada de decisões relativas ao enfrentamento da pandemia. O anúncio chega no momento em que o Brasil enfrenta um agravamento da pandemia de Covid-19, e o Rio de Janeiro já identificou a transmissão de novas variantes do coronavírus.


3 - Prorrogação do decreto de isolamento


A Prefeitura prorrogou, por decreto, as medidas restritivas de isolamento social até o dia 30 de abril. O objetivo é conter a transmissão da pandemia para evitar que a cidade vivencie o agravamento da crise que outras regiões do país estão enfrentando.


4 - Compra de vacinas


Especialistas já deixaram claro que só a ampliação da vacinação pode frear a transmissibilidade das novas variantes. Nesse sentido, Niterói assinou, na última terça-feira, o termo de adesão para integrar o consórcio público organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para aquisição de vacinas contra a Covid-19. O consórcio, que deverá ser instalado até 22 de março, para dar suporte aos municípios caso o Plano Nacional de Imunização não consiga suprir a demanda nacional.


5 - Sanitização das ruas


Nos últimos dias, a Prefeitura retomou uma das ações mais simbólicas do combate à pandemia, que foi iniciada em março do ano passado: a sanitização das ruas e praças com solução desinfetante.


6 - Reforço das normas sanitárias


Nas redes sociais e nas transmissões ao vivo do gabinete de crise, a Prefeitura tem reforçado as orientações a respeito do uso de máscara, higiene e distanciamento social. Aliás, a recomendação é unânime entre as autoridades de saúde: sem vacina e sem medicamento eficaz, cabe à população recorrer às chamadas medidas não-farmacológicas, com cada um fazendo sua parte.


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7 - Renovação dos benefícios


Na semana passada, a Prefeitura anunciou a prorrogação dos programas sociais Renda Básica, Busca Ativa e para os Microempreendedores Individuais (MEIs). Existe um consenso de que os benefícios precisam ser mantidos enquanto durar a crise sanitária, ou seja, enquanto a população não for vacinada.


8 - Ampliação da testagem


Em outra iniciativa de antecipação ao agravamento da pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Niterói já definiu uma empresa para fornecimento de 200 mil testes rápídos de Covid-19. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) formou uma Ata de Registro de Preços de kits de testagem IgM e IgG. Nessa modalidade de pregão presencial, o município pode adquirir os testes no prazo de 12 meses. A intenção é testar mais gente, isolar os positivos e rastrear contados.


9 - Sequenciamento genético


A Prefeitura de Niterói anunciou uma parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) para realizar análises que ajudarão a detectar a presença de novas variantes do coronavírus em pacientes da cidade. Mas, apesar da ameaça imediata de chegada de novas cepas, o sequenciamento genético ainda deve demorar. É que a universidade depende da chegada de um reagente químico, o que só deve chegar a partir de abril.


10 - Reforço na atenção hospitalar


Depois de anunciar a prorrogação no contrato de funcionamento do Hospital Oceânico, em janeiro, a Prefeitura publicou no Diário Oficial um termo aditivo de contrato entre a Fundação Municipal de Saúde e a empresa Air Liquide Brasil Ltda, que fornece oxigênio para a rede pública da cidade. A publicação detalha, ainda, que haverá aumento quantitativo no fornecimento. As duas medidas foram tomadas no momento em que o Brasil assistia a luta angustiante da população de Manaus, enfrentava colapso em seu sistema de saúde e se viu desabastecida de oxigênio.