Niterói quer desenvolver testes para novas variantes do Coronavírus

Atualizado: Fev 27

Parceria com a UFF foi anunciada pela Prefeitura, mas trabalho depende da chegada de insumo

Sequenciamento genético será feito pela UFF. Divulgação


A Prefeitura de Niterói anunciou uma parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) para realizar análises que ajudarão a detectar a presença de novas variantes do coronavírus em pacientes da cidade. Mas, apesar da ameaça imediata de chegada de novas cepas, o sequenciamento genético ainda deve demorar. É que a universidade depende da chegada de um reagente químico, o que só deve chegar a partir de abril.


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A informação é da própria UFF, que diz que no momento é impossível prever uma data exata para início dos trabalhos. Em nota, a instituição explicou que as equipes "ainda estão aguardando a chegada do reagente, que demora pelo menos 45 dias".


A despeito desse entrave burocrático, em transmissão ao vivo em rede social, o Secretário Municipal de Saúde, Rodrigo Oliveira, afirmou que o trabalho começaria na semana que vem.


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— Em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e a UFF, a gente inicia na semana que vem o sequenciamento genético para identificar precocemente a circulação de novas cepas aqui na nossa cidade — declarou, sem informar se alguma etapa do projeto pode ser realizada antes da chegada do reagente.


O A Seguir: Niterói solicitou à Prefeitura mais detalhes sobre a parceria com a UFF, como capacidade de análises, data de início e prazos para divulgação de resultados, mas ainda não obteve resposta.


Cidade já enviou amostras para sequenciamento


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Niterói aguarda o resultado de testes que podem detectar a presença da nova variante do coronavírus em dois pacientes da cidade. Ambos estiveram em Manaus e tiveram amostras enviadas para sequenciamento genético no Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ), do Governo do Estado.

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Até o momento, três amostras já foram enviadas pela secretaria ao LACEN. A terceira pertencia a uma mulher que esteve em São Paulo, mas a nova variante, neste caso, já foi descartada.


Semanalmente, o Rio de Janeiro seleciona três amostras de pacientes para sequenciamento genético do coronavírus e detecção de novas variantes.