Do Butantan a Niterói, veja o que falta para a vacinação contra a Covid-19 na cidade

Aprovada para uso emergencial, Coronavac é a única vacina disponível no Brasil e dará início ao Plano Nacional de Imunização


Coronavac será a primeira vacina distribuída no Brasil. Divulgação


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, neste domingo (17), o uso da Coronavac em caráter emergencial no Brasil. Como só o imunizante produzido pela Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, está disponível em território nacional, a expectativa é de que ele seja distribuído aos estados para dar início ao PNI na próxima quarta-feira.


De acordo com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a vacinação começará no dia 20, às 10h, simultaneamente em todo o país. Os esforços logísticos, portanto, estarão voltados para cumprir o prazo.


Veja quais são os próximos passos para o começo da vacinação a partir da autorirização da Anvisa para uso emergencial:


  • Entrega ao Ministério da Saúde


Antes mesmo da aprovação, o Ministério da Saúde requisitou todas as 6 milhões de doses do Instituto Butantan para dar início à distribuição. O Governo de São Paulo, no entanto, questionou a entrega de todo o estoque, alegando que parte dele deve permanecer em posse do estado, para vacinação dos paulistas. Por causa do impasse, não se sabe ao certo a quantidade total de doses que serão entregues para distribuição entre estados e municípios.


  • Definição da logística


Como o Governo Federal exigiu exclusividade na distribuição da Coronavac, caberá ao Ministério da Saúde organizar a logística de distribuição das doses, o que inclui loteamento e embalagem do produto. O Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde fica atrás do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.


  • Distribuição para os estados


Depois de devidamente rotulada e porcionada, a vacina será enviada de Guarulhos para os estados, obedecendo critérios populacionais e epidemiológicos que ainda não foram informados. A orientação geral é de que as capitais devem ser priorizadas.


  • Rio de Janeiro


Na última sexta-feira, o Governador em exercício Claudio Castro afirmou que não priorizaria a capital fluminense na distribuição do imunizante. A intenção do governo estadual despachar o estoque para os municípios, tão logo ele chegue ao estado. Daí a expectativa de Niterói iniciar a vacinação no dia 20, conforme previsto pelo ministro Pazuello. A quantidade de doses que serão disponibilizadas para a cidade, no entanto, ainda é uma incógnita.


  • Niterói


A cidade vai seguir a diretriz do PNI e pretende começar a campanha de vacinação entre idosos em asilos e abrigos, profissionais de saúde e indígenas já no dia 20 de janeiro. A expectativa é de receber 20 mil vacinas neste primeiro momento. Para vacinar os idosos, equipes da Secretaria de Saúde visitarão as instituições mediante agendamento. Profissionais de saúde de clínicas e hospitais serão vacinados no local onde trabalham. Já os autônomos deverão comparecer a uma sala de vacinação munidos de documento e registro profissional.



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