Drama de jornalista de Niterói com Covid mostra a importância dos testes

Jeline Rocha testou negativo, mas persistência dos sintomas a levou a fazer a ser internada, confirmando a doença


Jeline Rocha ao deixar o hospital, em Icaraí, ainda em recuperação. Foto acervo pessoal


É importante testar, testar e testar, como já recomendou a Organização Mundial de Saúde, para o enfrentamento da Covid-19. Foi testando, testando e testando que países como a Nova Zelândia conseguiram conter a propagação do vírus e evitar mortes. Foi a insistência nos testes de Covid que também pode ter salvado a vida da jornalista Jeline Rocha, como mostra o relato que ela publicou nas redes sociais após sua alta hospitalar.


Leia trechos do depoimento de Jeline, que mora em Niterói, fez os testes na cidade e ficou uma semana internada no Niterói D'Or, estando ainda em fase de recuperação da Covid, ainda com sequelas.


"Tomei a primeira dose da AstraZeneca em 29 de abril e tive três dias de reação leve: dor de cabeça, vômitos e febre. Mas fui infectada três dias depois, em 2 de maio, com os sintomas começando em 6 de maio, e eu no isolamento. Fiz PCR (num posto de saúde), que deu negativo, mas prossegui isolada. No dia 10 piorei da dor de cabeça, já com dor de ouvido e de garganta, e fui ao Niterói D'or. Como eu tinha um

PCR negativo, o médico começou a tratar como sinusite e me perguntou se eu gostaria de repetir o PCR, até para seguir o protocolo", escreveu Jeline, que continou:


"Minha gente, foi a sorte porque no dia 12 saiu o resultado: infectada. Nesse mesmo dia perdi o paladar e o olfato, que continuo sem até hoje! Bom, o tratamento seguiu em casa, mas no dia 15 retornei ao hospital por conta de uma dor de cabeça insuportável, sendo medicada e liberada. Só que na noite do dia 16 pra 17 piorei e com saturação em 83 voltei pro hospital, onde fiquei internada por uma semana!"

"Tive praticamente tudo, mas a sorte foi que os pulmões chegaram apenas a 37% de comprometimento. No entanto, a dor de cabeça, o vômito, a febre, a tremedeira, os calafrios seguidos de suor, tosse e outros sintomas foram punks. No entanto, como sempre faço em tudo na minha caminhada, entreguei a minha vida a Deus e segui na fé e controlando o emocional (essencial), esperando pelos seus desígnios! E graças a minha fé e a muitas orações saí uma semana depois, no dia 22 de maio (foto), dia de Santa Rita de Cássia, aquela das causas impossíveis e quem a Vovó Maria Conga das Almas trabalha na vibração!"

"Ah! E antes da alta passei por vários exames, inclusive outro PCR e tomografia por conta da dor de cabeça e do enjoo com vômito! Mas nada encontrado, e os índices de infecções diminuíram surpreendentemente, permitindo a alta! Isso tem 17 dias, e a dor de cabeça, o enjoo e o cansaço absurdo ainda continuam por aqui! Ah! E o paladar e o olfato que perdi há quase um mês ainda não voltaram ao normal!"

"Gente, que doença cruel, avassaladora mesmo! O duro é que temos muito cuidado aqui, até por conta dos meus pais idosos e os netos. Aliás, netos que não nos deixam manter o isolamento. Afinal são praticamente trigêmeos de tão pequenos, demandando ajuda!"

"Bem, sigo melhorando a cada dia e se eu dizia GRATIDÃO pra tudo, agora digo gratidão toda hora! Gratidão aos que acabaram sabendo e rezaram por mim! E agora sigo reforçando as correntes de orações por tantos que sofrem com essa doença simplesmente cruel, e também pelos que se arriscam todos os dias pra cuidar dos milhares de internado da Covid! Que triste ver nosso país assim, quando bem sabemos que poderia ser diferente, muito diferente..."


" (...) E, claro, um VIVA DEUS bem alto, com toda a força do meu coração e gratidão a todos os envolvidos. Desde os auxiliares de serviços gerais que cuidam da limpeza do quarto do hospital aos técnicos e todo o corpo de enfermagem e médicos, além dos amigos, irmãos da corrente da nossa casa de caridade e meus familiares. (...)"