Em crise, empresa de ônibus de Niterói volta a demitir na pandemia

Cortes causados pela redução de passageiros podem afetar ainda mais o serviço


A Viação Ingá demitiu 80 trabalhadores nesta quarta, 4 de novembro: crise no setor


Depois das demissões em massa de agosto por causa da redução de passageiros na pandemia de Covid-19, empresas de ônibus de Niterói voltaram a cortar funcionários. Nesta quarta-feira (4), a Viação Ingá demitiu 80 trabalhadores. A situação da Ingá não é um caso isolado. O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) afirma que a situação das empresas é “extremamente difícil” desde o início da pandemia.


Segundo o sindicato, as empresas de ônibus da região do Setrerj tiveram prejuízo de R$ 22 milhões de março a maio somente no sistema municipal, quando a redução da demanda foi de 70%. No sistema intermunicipal, de acordo com a entidade, foi ainda pior, já que as linhas para a capital ficaram suspensas por quase quatro meses.

Os passageiros, que têm reclamado da falta de ônibus, das longas filas e longas esperas nos pontos, podem ver a situação piorar ainda mais com a redução de pessoal nas empresas.


Mesmo com a flexibilização do isolamento social, afirma o Setrerj, a situação está longe de se normalizar, pois empresas de diferentes setores continuam adotando o home office.


“Desde o início da pandemia, com o isolamento social e a restrição do transporte público, a situação financeira do setor de transporte tem sido extremamente difícil, o que tem deixado todos bastante preocupados”, informou o sindicato ao A Seguir: Niterói.

Num período maior, entre março e setembro, a suspensão da circulação dos serviços de transportes das empresas representou uma queda de mais de 60% do total de passageiros transportados. As empresas afirmam que a queda foi vertiginosa para o setor, “que já sofria uma perda acumulada de 25% no período entre 2014 e 2019, o que tem impedido as empresas de honrarem com seus custos operacionais básicos, como de combustível, manutenção dos veículos e folha de pagamento”.


As empresas de ônibus afirmam que vêm alertando para essa situação desde o início da pandemia e que os pedidos de ajuda feitos às autoridades do setor não tiveram êxito. O Setrerj se solidarizou com os profissionais que foram dispensados.


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