Escola de Niterói trocou experiência com colégios de outros países

GayLussac planeja retorno gradativo para quando Prefeitura autorizar volta às aulas


Aluno do GayLussac participa de aula remota durante a pandemia de Covid. Foto: Divulgação


Com base na troca de experiências com escolas da Espanha e de Singapura que já reiniciaram as aulas presenciais, o Instituto GayLussac, com 1.400 alunos, diz que planeja um retorno gradativo e personalizado para adaptar a comunidade escolar à nova realidade, depois de mais de quatro meses de aulas presenciais suspensas por causa da pandemia de Covid-19. Desde março, a escola de São Francisco vem dando aulas remotas para alunos de todos os segmentos. E também, há meses, vem se preparando para o retorno às aulas presenciais, apesar de a Prefeitura de Niterói ainda não ter autorizado a reabertura das escolas.


Os protocolos sanitários e pedagógicos para a volta das aulas presenciais tem implicado transformações de comportamentos e espaços. Colégio de classe média alta, que atende famílias com acesso a computador e internet, o GayLussac ofereceu um programa com psicólogas, que realizaram rodas de conversa para envolver os alunos nas soluções para a volta de modo a garantir que as crianças se sintam acolhidas e seguras.


- A reabertura do GayLussac, quando acontecer, não perderá de vista as lições aprendidas durante o isolamento social. Acreditamos que um grande diferencial na cultura pós-Covid-19 é a criação de um comitê de soluções e a atenção ao acolhimento às famílias em todos os sentidos, emocional e afetivo. Assim, nosso objetivo é transformar as experiências dos tempos de reclusão em soluções complementares às atividades desenvolvidas na escola - diz Luiza Sassi, diretora-geral do GayLussac.


Mesmo após ser autorizado pela Prefeitura de Niterói, o retorno à escola presencial acontecerá em etapas, segundo a escola, respeitando as medidas e estágios definidos pelos órgãos oficiais. Estão previstos a orientação/treinamento com simulações de toda a comunidade escolar (diretores, gestores, professores, colaboradores, pais e alunos) e a implementação de procedimentos e protocolos escolares. O modelo de retorno está apoiado por um plano e também pelas orientações da Unesco que levam em consideração elevadas expectativas de conduta, visando à segurança do espaço comum escolar.


O GayLussac informou que também fará campanhas de vacinação drive thru na escola e que todas as salas de aula já estão equipadas com filmadoras para transmitir as aulas ao vivo para os alunos que estarão em casa por serem do grupo de risco e também por causa do rodízio que será feito entre os estudantes.


Também está prevista, como em diversas outras escolas privadas de Niterói, uma avaliação pedagógica no retorno dos alunos às salas de aula. O ensino remoto foi adotado excepcionalmente desde março por causa da pandemia de Covid-19, mas é uma estratégia de emergência, que não supre todas as necessidades dos alunos, especialmente dos da Educação Infantil. O GayLussac informou ainda que já contratou avaliações externas para a avaliação diagnóstica do aprendizado dos alunos no período de isolamento social. A partir dessa análise a escola poderá trabalhar com aulas de reforço.


O planejamento da retomada, respeitando todas as medidas recomendadas pela Prefeitura, inclui três etapas, de acordo com o estágio em que a escola for reaberta: (A) retorno híbrido em caso de risco médio/baixo; (B) aulas remotas em caso de alto risco; (C) presencial total em caso de baixo risco.



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