Fiocruz planeja começar a entregar vacinas produzidas no Brasil em março

Fundação também fez pedido de emergência para receber mais 2 milhões de doses prontas da Oxford/AstraZeneca ainda em fevereiro



A Fiocruz deve entregar 20 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil até o início de março para o Plano Nacional de Imunização do governo federal. De acordo com o Vice-presidente de Produção e Inovação da Fundação Oswaldo Cruz, Marco Krieger, a nova leva de 20 milhões de doses será produzida pela própria Fiocruz através do Insumo Farmacêutico Ativo que tem previsão de chegada da China ainda nesta primeira semana de fevereiro.


O Brasil poderá receber também novas doses da vacina, através do consórcio internacional Covax Facility, que se comprometeu em enviar para o país entre 10 e 14 milhões de doses ainda em fevereiro. Desta forma, o país poderá ter 34 milhões de doses disponíveis em março. Considerando apenas a vacina inglesa.


Por enquanto, faltam vacinas


No curto prazo, no entanto, o país continua sem vacinas. A primeira etapa da vacinação previa a aplicação de 30 milhões de doses de vacinas para profissionais de saúde, populações indígenas e idosos em casas de repouso. Mas está longe de cumprir essa meta em fevereiro.


O Ministério da Saúde distribuiu seis milhões de doses da Coronavac importadas pelo Instituto Butantan. Contou ainda com 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, trazidas da Índia pela Fiocruz. O Butantã conta ainda com 4,8 milhões de doses da Coronavac envasadas no país. A Fiocruz, de sua parte, solicitou também uma antecipação em relação às doses prontas da vacina de Oxford, assim como as 2 milhões de doses recebidas em janeiro.


-Temos também uma sinalização positiva para o mês de fevereiro. Esses números ainda não estão fechados porque o nosso parceiro, nesse caso, o Serum Institute também é um dos responsáveis pelo fornecimento da inciativa Covax -, afirmou Krieger.


A melhor possibilidade de garantir um suprimento mais expressivo de vacinas é o início da produção no Instituto Butantan e na Fiocruz. Mas a os dois institutos estão na dependência da chegada de mais insumos da China.