FIQUE EM CASA. Você não vai querer se meter nos lugares com maior risco de contágio da Covid

Especialistas apontam lugares de maior contágio por coronavirus: bares e restaurantes, transportes públicos, bancos e mercados. Evite-os



Quanto mais gente, maior o risco de contágio. A exposição pública sem o uso de máscara, como comer e beber em bares, aumenta as chances de contágio. O contato com objetos que muita gente manipula sem a limpeza das mãos é fonte de transmissão da doença. Por isso as medidas de emergência procuram reduzir o número de pessoas nas ruas e nos transportes públicos, em shoppings, bares e restaurantes, academias e qualquer lugar de reunião.


A medida mais eficaz para conter o avanço trágico da Covid-19, o isolamento não atinge todo mundo, já que trabalhadores de serviços essenciais terão de continuar se locomovendo, grande parte deles de transportes públicos.


- Se não houver fiscalização e negociação com as empresas de ônibus e a concessionária das barcas, esses trabalhadores continuarão se contaminando e sendo um fator de contaminação para muita gente, suas famílias inclusive e os clientes de seus serviços. É um absurdo o que a gente vê, ônibus e barcas lotados, sem punição para as empresas - diz uma enfermeira de Icaraí que usa diariamente ônibus e barca para ir ao trabalho no Rio.


Quem sobe no ônibus sabe que vai correr riscos, como relatou ao A Seguir: Niterói o jornalista e fotógrafo Gustavo Stephan no começo deste mês:

"Hoje peguei o ônibus OC3 no Engenho do Mato em direção ao Centro da cidade. Quando o ônibus chegou na Avenida Central o número de passageiros já havia ultrapassado o limite permitido pela lei. O motorista continuou parando nos pontos seguintes e, no final da Avenida Central, o ônibus ficou abarrotado. Dois passageiros idosos ficaram incomodados e questionaram o motorista. Eu já estava achando um absurdo o descaso do motorista e questionei a atitude dele. O motorista alegou que é obrigado a parar em todos os pontos, que isso era uma ordem da empresa."

Os riscos são conhecidos. Por isso a proposta de decretar um período de emergência de dez dias, sem atividades. Quanto menos pessoas estiverem nas ruas, maiores são as chances de sucesso no combate à Covid - e uma volta mais rápida ao Novo Normal. Portanto, se puder, FIQUE EM CASA.