GayLussac retoma aulas antes de decreto do Prefeito ser suspenso

Atualizado: Set 24

No fim do dia, liminar judicial suspendeu retomada das aulas presenciais


Alunos do Ensino Médio assistem a uma aula presencial no GayLussac. Foto: Divulgação


Após seis meses de aulas on-line e com a escola fechada por causa da pandemia de Covid-19, o Instituto Gaylussac, em São Francisco, retomou nesta terça-feira (22) as aulas presenciais para alunos do Ensino Médio. A reabertura dos colégios para estudantes do Ensino Médio foi autorizada pela Prefeitura, com uma série de exigências sanitárias, mas a maioria das escolas de Niterói ainda discute a volta com famílias e professores. No fim do dia, uma liminar judicial suspendeu o decreto do Prefeito Rodrigo Neves que autorizava a volta às aulas presenciais.


- Fiquei feliz de rever os alunos e de perceber que eles estavam tranquilos e confiantes na escola e com muita saudade de estar em companhia. Os adolescentes se constituem em grupo, e esse encontro é estruturante emocionalmente. Após mais de 180 dias foi preciso o retorno de forma saudável, que necessita ser monitorado e acompanhado - disse Luiza Sassi, diretora-geral do GayLussac, antes da decisão da Justiça.


Liminar judicial suspende retomada das aulas presenciais em Niterói.


Para garantir a segurança e o bem-estar dos alunos e profissionais, a escola realizou treinamentos com toda a equipe, que passou por testes para a Covid-19 antes do retorno. Salas de aula, corredores, banheiros e demais espaços estão sinalizados e reorganizados para respeitar o distanciamento exigido pelos órgãos oficiais. A escola também está equipada com álcool em gel, tapetes sanitizantes e lixeiras para o descarte exclusivo de lixo infectante.


Por enquanto, o retorno é híbrido, ou seja, parte dos estudantes participa das aulas presencialmente enquanto outra parte continua com as aulas on-line, transmitidas em tempo real. Para isso, a escola instalou câmeras em todas as salas de aula e contratou auxiliares que trabalharão junto aos professores, respondendo aos canais de chat e atendendo aos alunos que estarão em casa.


O modelo é baseado na troca de experiências com escolas da Espanha e de Singapura, que já reiniciaram as aulas presenciais há alguns meses, e aprovado pelas famílias dos alunos, que responderam a uma pesquisa sobre o retorno. Dessa forma, a retomada é gradativa e personalizada, garantindo segurança e qualidade de ensino para os alunos e adaptando a comunidade escolar à nova realidade.


- O importante é poder estar junto no momento em que os indicadores da cidade permitiram. Não é muito diferente do processo de análise e acompanhamento das avaliações dos alunos. Há o indicador, planejam-se as ações e acompanha-se o processo para se ter êxito no resultado. Se for necessário retornaremos a fechar ou abriremos mais segmentos. Avaliação é necessário em qualquer processo responsável. Valeu muito a reabertura e estamos bem com a decisão tomada - disse a diretora.



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