Hospitais superlotados do Rio transferem pacientes para Niterói

Na rede pública do Rio há fila para internação em UTI; rede privada começa a buscar vagas em outras cidades


Leitos lotados na pandemia. Foto reprodução da internet


O alerta foi dado pelo Diretor da Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio, Graccho Alvim: a falta de leitos para atender pacientes graves com Covid na cidade do Rio, onde há uma fila de espera para internação em UTI, não atinge apenas a rede pública de saúde, mas afeta também a rede particular e demais cidades da Região Metropolitana.


- Os leitos de UTI estão todos praticamente ocupados. Precisamos pensar de alguma maneira na abertura de novos leitos, mas sozinhos, sem o apoio do poder público não há condições. Na Região Metropolitana ainda há alguns leitos disponíveis em Niterói e São Gonçalo, por exemplo — afirmou, em entrevista ao jornal O Globo.


Segundo o diretor, alguns pacientes que possuem planos que não conseguem vagas na unidade que procuram, entram em uma fila de espera para uma transferência: "Estamos com transferência entre as unidades e redes também. Muitas das vezes ele chega a determinado hospital, o plano dele não tem vaga naquela unidade e ele precisa ser transferido e entra numa fila. Tudo isso é um complicador. O paciente em UTI fica um tempo muito grande usando o leito, o que diminui a rotatividade",afirma.


De acordo com a reportagem de O Globo, a procura por atendimento nas emergências privadas também cresceu muito nas últimas duas semanas. Neste fim de semana, houve unidades que tiveram um tempo médio de espera de quatro a cinco horas:


- Ficou claro que não é o verão que vai matar o vírus. Sabíamos que teríamos uma alta de casos, mas a velocidade é que surpreendeu um pouco. Não sei qual a saída viável econômica para ampliar a oferta de leitos, mas uma ideia seria juntar a facilidade de contratação de RH dos entes privados com os equipamentos da rede pública - comenta.


Em São Paulo, um levantamento realizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) aponta um aumento da taxa de ocupação de leitos de UTI de 55% para 84%. Já a taxa de ocupação de enfermarias atingiu 63%.

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