Médicos do Hospital Oceânico fazem apelo: 'Fiquem em casa o máximo possível'

Atualizado: Abr 2

Segundo infectologista, pacientes jovens, mesmo que sem nenhuma outra doença associada ou comorbidade, encontram-se em situação mais grave


Por Livia Figueiredo



Infectologista do Hospital Municipal Oceânico de Niterói, Diana Ventura. Reprodução


“Estamos vendo um número expressivo de pacientes significativamente mais jovens do que a faixa etária que estávamos habituados a ver. Estamos com um vírus muito provavelmente mais agressivo circulando e predominando na pandemia atualmente. As novas variantes são muito mais transmissíveis. Estamos observando um aumento importante de número de casos, óbitos”. O alerta é da infectologista do Hospital Municipal Oceânico, Diana Ventura, que faz um apelo para que população fique em casa diante da gravidade da situação.


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O quadro é preocupante. Segundo a médica, muitas vezes os pacientes mais jovens, mesmo que sem nenhuma outra doença associada ou comorbidade, encontram-se em situação mais grave. Ela pede para que a população evite a aglomeração e não deixe de usar máscara e higienizar as mãos com regularidade.


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Os médicos e diretores do Hospital Municipal Oceânico Rafael Carraro e Gisela Motta reforçam que momento é crítico e que a população deve cooperar fazendo o que está ao seu alcance. Eles afirmam que observaram nas últimas semanas um aumento expressivo do número de casos e internações devido à Covid no hospital e que têm se deparado com pacientes mais jovens em situações mais graves.


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- É fundamental o respeito às regras de isolamento social e restrições impostas pela Prefeitura. Usem máscara para que a gente possa vencer essa guerra juntos - destacou Gisela Motta.


O apelo dos profissionais de saúde vem em um momento em que a cidade apresentou recorde de óbitos. Segundo o boletim divulgado pela Prefeitura, foram 40 óbitos na última Semana Epidemiológica, a SE 12. Tendo como base esta série histórica, até então, a pior semana da doença em termos de casos fatais havia ocorrida no início de janeiro, a SE1 de 2021, com 37 mortes. Na cidade, 175 a cada mil pacientes precisaram de terapia intensiva em março. Fazendo um comparativo com dezembro de 2020, o número despenca para mais que a metade: 57 a cada mil.


O Alerta Laranja de Atenção Máxima reflete a realidade: Niterói já possui uma ocupação de leitos de UTI em Niterói chega a 83% na rede pública e 90% na particular. O decreto municipal que impõe medidas mais restritivas é uma estratégia encontrada para frear a disseminação do coronavírus. As medidas começaram a valer na última sexta, 26 de março e estão em vigor até o dia 4 de abril.


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