Niterói enfrenta novo pico de Covid, revela mapa da Prefeitura

Número de casos superou o do auge da pandemia em maio e atinge novo patamar de gravidade, com mil registros por semana



O mês de novembro pode marcar um novo novo pico da Covid-19 em Niterói. Nas duas últimas semanas com registros atualizados, o número de novos casos ficou acima do que foi registrado em maio, até então o pior momento da doença, de acordo com a avaliação dos epidemiologistas. Normalmente, o registro de casos antecede a alta de internações e mortes, o que já começa a aparecer nos boletins da Prefeitura.


Painel da Covid: mapa mostra novo pico da doença


Diz a nota técnica, exibida no Painel da Covid, publicado no SIGeo, o Sistema de Gestão da Geoinformação da Prefeitura:


"Na análise da evolução dos casos de Covid-19, de acordo com a data dos primeiros sintomas, é possível observar que as semanas epidemiológicas 46 e 47- (i.e. 08/11/2020 a 21/11/2020) superaram a pico anterior que ocorreu entre as semanas 18 e 21 (i.e. entre 26/04 e 23/05) quando foi registrado média semanal próximo a 800 casos novos. A média semanal de casos novos entre as semanas 46 e 47 é de 1015."


A análise dos dados exige alguns cuidados, porque cada indicador traz uma informação diferente, apresenta um recorte que permite enxergar de uma forma a evolução da doença no tempo. A informação mais recorrente aparece nos boletins diários da Prefeitura. Ali, a Secretaria de Saúde informa o número de casos confirmados da doença, desde o início da pandemia. A Prefeitura não organiza estes dados por semanas epidemiológicas, conforme recomendação da OMS adotada no mundo todo. Reporta apenas o número total. Desde que a Secretaria de Saúde deixou de exibir estes gráficos, em maio, o A Seguir Niterói compila as informações e as organiza por semanas epidemiológicas. Estamos na quinquagésima semana epidemiológica e o último gráfico mostrava o aumento dos caso em novembro, até atingir 1.341 na última semana - o maior numero registrado em qualquer momento da pandemia. Este indicador considera o registro do caso no dia do exame.



Casos confirmados por semana, de acordo com boletins diários da Prefeitura


O quadro que a Prefeitura exibe hoje tem outro método, considera o registro dos casos na data do sintoma. É um retrato mais preciso da evolução da doença. Mas como a tabulação é mais trabalhosa, as informações chegam com alguma demora. Os boletins diários já estão na semana 50. O retrato dos casos por data do sintoma ainda reporta o que aconteceu na semana 46. Mas, descontada a defasagem dos registros, os dois quadros indicam uma mesma situação: o pico da doença, o momento de maior número de casos não aparece mais no mês de maio, mas em novembro.


Alguns fatores podem influir na precisão dos dados. O mais importante deles é a oferta de testes. É provável que, em maio, a subnotificação da doença fosse maior, diante da dificuldade de realização dos testes. Hoje, em Niterói, a Prefeitura informa que já realizou mais de 150 mil testes. É de se esperar que a subnotificação seja menor.


Essas sutilezas fazem com que os especialistas nunca olhem os dados isoladamente, mas confrontem com outros indicadores. Tudo indica, porém, que o número de internações e de vítimas venha a confirmar este novo pico da doença - e produzam um consenso entre os especialistas para confirmar a ocorrência de uma segunda onda da Covid. O número de internações na rede do SUS também se assemelha os piores momentos da doença. No último boletim da Prefeitura, publicado na quinta-feira, 17, havia 155 pessoas internadas na rede do SUS. Havia outras 475 nos hospitais particulares. Na rede privada, a ocupação de leitos chegou a 93% na terça-feira.



Número de internações, apenas na rede do SUS, de acordo com dados da Prefeitura


Outro indicador levado em conta, evidentemente, é o número de mortes causadas pela Covid. Depois de um longo período de estabilização, quando se reportava em média 13 mortes semanais, a Prefeitura informou 20 mortes, nos seus boletins diários. Um crescimento que aparece também, e ainda mais fortemente, nas cidades vizinhas, São Gonçalo e Rio de Janeiro, onde 500 pessoas aguardam na fila por uma vaga na UTI.


Mortes reportadas pela Prefeitura, por semanas epidemiológicas


O último relatório produzido pelo Comitê Científico da Prefeitura, divulgado nesta quinta-feira, adverte para o avanço da doença e para a necessidade de medidas de controle, no distanciamento, uso de máscaras, regras de higiene e , sobretudo, na recomendação de que as pessoas evitem reuniões e aglomerações. Em Niterói, a Prefeitura suspendeu as festas de réveillon. O receio já manifestado pela Fiocruz é que o mês de janeiro possa apresentar um cenário muito ruim.



Alguns fatores podem


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