Medo da Covid faz cidade aumentar o isolamento social

Índice chegou a 44,9% e pico de 53,8% - o maior desde o período de lockdown e de restrição do comércio



O mapa é da Prefeitura: mostra a taxa de isolamento social dos moradores da cidade em função da localização de telefones celulares, por dia e na média semanal. Não é fácil medir como a população reage a recomendação de distanciamento social. Na falta de outros indicadores, as prefeituras têm adotado a medida como referência. Antes da pandemia, no início do ano, ainda período de verão, a taxa de isolamento girava em tono de 30%. Quando a cidade parou, em maio, o índice chegou ao máximo de 62,1 %, na média semanal - indicando que as pessoas permaneciam em casa, distante de aglomerações. Mas durou pouco tempo. À medida em que as restrições foram sendo abandonadas, a taxa passou a ficar em torno de 40% - 38,5, dia 23 de outubro. Foi o mês do relaxamento, período em que a doença parecia perder intensidade e as prefeituras liberaram bares, praias, cinemas e academias, entre outras atividades, sem muito controle. A conta veio em novembro, com o aumento do número de casos da doença e mortes por Covid. Agora, o medo de que o recrudescimento da doença nos imponha uma segunda onda parece assustar a os moradores de Niterói: na última semana, o índice chegou a 44,9%, um número só verificado quando a cidade ainda não tinha retomado todas as atividades. No dia 6 de dezembro, foi o maior desde o pico da doença, 53,8%. Nas últimas semanas, a Prefeitura intensificou a fiscalização nas ruas, o bloqueio nas praias e reduziu o funcionamento de bares. Até a luz da árvore de Natal foi cortada, depois das 20h 30m, para evitar aglomerações. Todas s festas de réveillon foram suspensas: shows, fogos, encontros na praia, comemorações em clubes, bares e restaurantes.


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