Ministério volta atrás, e Niterói não poderá mais aplicar Coronavac de uma só vez

Atualizado: Fev 25

Governo alega lentidão na entrega de imunizante e volta a orientar reserva de doses

Caixas de Coronavac. Reprodução


O Ministério da Saúde voltou atrás na recomendação feita a prefeitos na semana passada orienta, novamente, a reserva de doses de vacina para segunda aplicação no prazo estipulado pelos fabricantes. A nova resolução coloca um freio nos planos das cidades de ampliar a cobertura vacinal num curto prazo.


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A recomendação consta no Terceiro Informe Técnico do Plano Nacional de Imunização (PNI) e vale para a Coronavac, cujo intervalo entre aplicações varia de 14 a 28 dias. A justificativa do ministério é de que a entrega do Instituto Butantan ficou aquém do esperado.


"Tendo em vista o intervalo entre a D1 e D2 (2 à 4 semanas), e considerando que ainda não há um fluxo de produção regular da vacina, orienta-se que a D2 seja reservada para garantir que o esquema vacinal seja completado dentro desse período, evitando prejuízo nas ações de vacinação", diz um trecho do Informe Técnico.


Uma remessa com 188.800 doses da vacina está prevista para chegar ao Rio de Janeiro nos próximos dias e já será distribuído em duas etapas. Sendo assim, na divisão entre os municípios, Niterói receberá novamente sua parte em duas etapas e caberá ao Goveno do Estado a regulação das doses.


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A mudança na orientação vem cinco dias depois de o próprio Ministro Eduardo Pazuello recomendar o contrário. Em reunião com a Frente Nacional de Prefeitos, o general havia afirmado que todas as doses de Coronavac entregues a partir de então poderiam ser aplicadas de uma só vez e que a produção futura garantiria a segunda dose. A intenção era acelerar o ritmo da vacinação e ampliar a cobertura vacinal em menos tempo.