Morre Celio Alzer, enólogo pioneiro no mundo do vinho em Niterói

Jornalista teve um infarto, foi hospitalizado e contraiu Covid, aos 78 anos

Celio Alzer: o niteroiense sabia tudo sobre vinhos. Foto: Divulgação


Jornalista, enólogo, sommelier, professor, um amante de vinhos e de jazz, o niteroiense Celio Alzer foi pioneiro no Brasil. Apresentou programas de rádio, escreveu livros, fez consultorias, organizou adegas, criou cartas de vinhos de restaurantes... Era figura querida nas mesas, pelo bom papo e ótimo humor, além do prazer com que falava dos encantos do vinho.


"Antes de se tornar uma referência no mundo do vinho - pude acompanhá-lo em mais de um evento ligado ao tema e vi como era saudado e reverenciado - trabalhou na Rádio Jornal do Brasil. Célio era jornalista e fazia dobradinha com o Saroldi, nos tempos em que a JB era o modelo mais sofisticado de rádio do país, com uma programação de um bom gosto incrível", escreveu Bruno Thys, jornalista que editou o último livro de Celio Alzer.


Era professor da Associação Brasileira de Sommerliers (ABS), que presidiu em 1992 e 1994. Na Rádio JB, apresentou o programa "Falando de vinhos", com Danio Braga. E também o "Adega", na Rádio SulAmérica Paradiso.


Escreveu vários livros sobre vinho, como "O passo a passo da degustação", com Danio Braga (Senac), "Tradição, conhecimentos e prática dos vinhos" (José Olympio), "Falando de vinhos" (Senac) e, o mais recente, "Feitos um para o outro" (Maquina de Livros).


Aos 78 anos, Celio Alzer infartou há duas semanas e, hospitalizado, pegou Covid-19. Morreu nesta segunda (7), no Hospital São Lucas, em Copacabana. Era pai do jornalista Luiz André Alzer e avô de um casal de netos.



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