Número de internações dobra em 2021 e tem a pior marca de toda a pandemia

Boletim da Prefeitura registra 322 pessoas hospitalizadas; 95% das UTIs públicas e privadas reservadas para Covid estão ocupadas



Niterói em alerta. Os indicadores da Covid em Niterói cobram Atenção Máxima. E o indicador que mais preocupa, no momento, é a taxa de ocupação dos hospitais públicos e privados. De acordo com o último boletim da Prefeitura, divulgado na quarta-feira (31), Niterói tem 322 pessoas internadas em leitos ou UTIs. No final de 2020, eram cerca de 170, um aumento muito acelerado, de 90%. Na semana passada, o número ainda estava em 260.


O gráfico mostra a média de internações por semanas epidemiológicas. Na semana passada, havia nas contas da Prefeitura 260 moradores de Niterói hospitalizados. O número chegou a 322 na quarta-feira (31)


O aumento nas internações provoca a rápida lotação dos leitos e UTIs reservados para doentes de Covid nas redes pública e privada da cidade. No relatório desta quinta-feira (1/4) da Secretaria Estadual de Saúde, a rede do SUS em Niterói tem uma ocupação de 95% dos leitos e de 84 das UTIs, uma situação que só não é pior porque a Prefeitura ampliou a oferta de vagas e transformou leitos em UTIs. A situação não é diferente nos hospitais particulares, uma rede muito demandada uma vez que uma parcela importante da população conta com plano de saúde . O boletim do SINDHLESTE divulgado também hoje aponta 84% de ocupação dos quartos e 92% das UTIs. Em São Gonçalo a capacidade de receber doentes graves se esgotou - 100% das vagas particulares de UTI estão ocupadas.


O Secretário de Saúde de Niterói, Rodrigo Oliveira, disse em entrevista ao A Seguir: Niterói que a população precisa se conscientizar da gravidade da situação, diante da circulação de novas variantes do coronavírus, muito mais contagiosas e mais graves, como a P 1, de Manaus, identificada em 83% dos casos de Covid diagnosticados no Estado do Rio. " A única proteção, neste momento, enquanto não se completa a vacinação, é o isolamento. Ninguém deve pensar que estará protegido porque tem um plano de saúde, ninguém estará protegidos se chegarmos a uma situação de colapso da rede hospitalar, como já vimos acontecer em outras cidades - advertiu.