Número de mortes cai em Niterói mas ainda está entre os piores da pandemia

Cidade registrou 352 novos casos na última semana; maior problema continua sendo alta taxa de ocupação dos hospitais


Hospital Carlos Tortelly


Foram 352 novos casos, 27 mortes e 375 internações na última semana epidemiológica, a SE 14, completada neste sábado (10). A leitura dos números não permite antever uma tendência clara, de melhoria ou agravamento; aponta para um cenário que permance sendo de alto risco de contágio pela Covid-19, que mantém a cidade em um período de emergência. No último boletim da Prefeitura, registram-se 31.678 casos e 982 mortes desde o início da pandemia.


O número mais expressivo da série, no momento, é o que retrata o continuo aumento de internações, especialmente em UTIs. A ocupação destas vagas reservadas para pacientes com Covid nos hospitais públicos e privados está em torno de 90%. O número de pessoas hospitalizadas sobe continuamente há cinco semanas e chegou 375 pessoas, praticamente o dobro do número do final do ano passado.


A estatística de novos casos tem gerado alguns questionamentos dos epidemiologistas, que tendem a acreditar em algum tipo de subnotificação, diante da lotação dos hospitais e da crescente procura de testes em laboratórios privados e nas farmácias. Foram 352 novos casos, menos do que nas últimas contagens. Mas quer dizer pouco, se as pessoas continuam sendo hospitalizadas.


O número de mortes reflete a pandemia com algum atrasos, diante da dificuldade de confirmação da doença e escrituração dos casos. Foram 27 mortes na última semana, menos que nas duas semanas anteriores, as piores de toda a pandemia. Mas um número que ainda aparece com a sexta pior marca em um ano de pandemia.




O número de mortes caiu em relação às duas últimas semanas: 40, 33e, agora, ainda fora do gráfico, 33. Apesar da redução, é o sexto pior registro da pandemia, o sexto entre 54 semanas. Fonte: boletins diários da Prefeitura

O número de casos tem confundido os especialistas, diante do aumento acelerado de internações em março. Acreditam que pode haver uma subnotificação dos registros, uma vez que nos picos da pandemia chegavam a 1.000 por semana. Os 352 novos casos da última semana ainda não aparecem no gráfico apresentam uma queda em relação às duas últimas semanas. Fonte: boletins diários da Prefeitura


O gráfico de internações por semanas epidemiológicas registra o pico de cada período e mostra o aumento do número de hospitalizações nas últimas semanas: 260, 289, 336, até as 375 registradas no último sábado (10), que ainda não aparecem no gráfico. Fonte: boletins diários da Prefeitura