Niterói inicia processo de reflorestamento de restingas

Ação contou com ajuda de voluntários e foi feita nesta quinta (22) em Camboinhas


Por Gabriel Gontijo

Foto: Divulgação


A Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói (SMARHS) iniciou nesta quinta-feira (22) o projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social na restinga de Camboinhas. A iniciativa consiste no plantio de mudas e sementes de plantas nativas, que serão utilizadas no reflorestamento de áreas de restinga, manguezais, ilhas e de mata. Além disso, também há a expectativa para a restauração ecológica de 203,1 hectares de diferentes fitofisionomias da Mata Atlântica, em importantes áreas que compõem o ecossistema do município.


A ação contou com o apoio de 12 moradores da cidade que se capacitaram para trabalhar como voluntários do projeto e passaram a manhã fazendo a limpeza da restinga em Camboinhas. Na próxima semana será iniciado o plantio. Para o Secretário de Meio Ambiente, Rafael Robertson, o projeto alia duas necessidades. A recuperação da natureza e a inclusão social.


- Esse projeto tem uma grande importância para o nosso município, porque contempla o reflorestamento de áreas essenciais para os ecossistemas em torno da Mata Atlântica. O trabalho dos jovens voluntários é essencial para o sucesso do programa, ao mesmo tempo que promovemos a inclusão social e a consciência ambiental das comunidades envolvidas - afirma Robertson.


O projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social teve início em 2019, com investimento de R$ 2,9 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fundo perdido (não reembolsável), e tem duração de quatro anos.


A iniciativa contempla a recuperação de 30,37 hectares de vegetação nas ilhas Pai, Mãe, Menina e do Veado, inseridas no Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit) e no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset); 65,30 hectares de manguezal no entorno da Laguna de Itaipu e Piratininga, inseridos parcialmente no Peset e no setor lagunar do Parnit; 21,16 hectares de vegetação de restinga em cinco praias do município (Itacoatiara, Camboinhas, Piratininga, Itaipu e Charitas); e 86,28 hectares de vegetação o Morro da Viração, em área inserida no Parnit.


O projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social tem a parceria do Laboratório Horto-Viveiro da UFF, Secretaria de Conservação de Niterói, Clin, Resex de Itaipu e Piratininga e Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset).


A iniciativa faz parte do conjunto de ações que compõem o programa Niterói Mais Verde, instituído pela Prefeitura através do Decreto 11.744/2014. O referido decreto instituiu o Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT) e o Mosaico Norte de Áreas Protegidas e estabeleceu a prioridade de restauração das áreas verdes da cidade.


O foco do Projeto de Restauração Ecológica do Município de Niterói é a Região Oceânica de Niterói, onde atuará de forma integrada com o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). O PRO-Sustentável investirá na implantação do Parnit (setores Morro da Viração, Parque Orla de Piratininga e Praia do Sossego), na implantação de 60 km de ciclovias e na renaturalização do Rio Jacaré.


Reflorestamento no Horto do Fonseca


Outra região que também passara por um processo de restauração é o Horto do Fonseca, na Zona Norte. Uma área de 11 mil metros quadrados do local vai receber 2.750 mudas de 25 espécies da Mata Atlântica. O reflorestamento é resultado de um Termo de Compromisso Ambiental estabelecido com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS).


Esta semana, a empresa que fará o plantio como compensação ambiental iniciou a limpeza da área. Entre as espécies que serão plantadas estão o Guapuruvu e o Ipê Amarelo, símbolos da Mata Atlântica.