Niterói poderá receber tanto a vacina do Butantan como a da Fiocruz

Como município não pode comprar doses da CoronaVac, imunizante a ser usado em Niterói dependerá do Governo Federal



A confirmação de que Niterói não poderá adquirir 1,1 milhão de doses da CoronaVac, como pretendia ao assinar protocolo de intenções com o Instituto Butantan, as doses que serão enviadas para o município poderão ser tanto do Butantan como da Fiocruz. Os dois institutos já pediram autorização à Anvisa para uso emergencial das vacinas no Brasil.


Leia também: Conheça a eficácia da CoronaVac


A CoronaVac é produzida pelo Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. Já a Fiocruz tem parceria com a universidade de Oxford/AstraZeneca. Num primeiro momento, todas as 6 milhões de doses que o Butantan tem hoje e as 2 milhões de doses que a Fiocruz importou da Índia formam o estoque que o Brasil tem para iniciar a vacinação, prevista para o fim de janeiro.


Essas oito milhões de doses foram integralmente adquiridas pelo Governo Federal e serão distribuídas a Estados e municípios, de acordo com a população de cada um, dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI).


Leia mais: O que diz médico Niterói que foi voluntário no teste da CoronaVac

Não dá para ter qualquer garantia hoje, portanto, se as doses que serão enviadas a Niterói serão da Fiocruz/AstraZeneca ou do Butantan/Sinovac. Apesar de Niterói ter participado dos testes da fase 3 da vacina do Butantan, com voluntários da área de saúde, isso não dará ao município direito a usar este imunizante. É até possível, por uma questão de logística, que o Rio receba doses da Fiocruz (que fica na capital do estado) do que do Butantan, de São Paulo.


Quantas vacinas já existem:


Dada a gravidade da pandemia de Covid-19 no mundo, há cerca de 200 vacinas em estudos em diferentes país. Destas, apenas 11 já chegaram à fase 3 de testes, a última antes de poder ser aplicada.


Quais são testadas no Brasil?


Destas 11, cinco estão sendo testadas no Brasil na fase 3. São elas: Oxford (Fiocruz), CoronaVac (Butantan), Pfizer, Sputnik V e Johnson & Johnson.


Quais são os tipos de vacina hoje contra o Covid-19?


Existem quatro tipos de vacina em estudo ou em fase de testes e produção no mundo. Os quatro tipos são: genética, viral, de proteína e de vírus inativado.


A vacina genética usa material genético do vírus para estimular o corpo do paciente a produzir uma defesa, ou anticorpos, contra o coronavírus. É o caso das vacinas da Pfizer/BioNtech (EUA e Alemanha), já em uso em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, por exemplo, e também do imunizante do laboratório americano Moderna.


A vacina viral usa vírus modificado para introduzir parte do material genético do coronavírus no organismo e provocar a proteção. Atenção: é uma parte muito pequena capaz de provocar a produção de anticorpos; não é o vírus nem tem potencial para provocar a doença. É o caso da vacina de Oxford/AstraZeneca.


A vacina base de proteína é o tipo que usa proteína do vírus para produzir uma resposta imunológica.


A vacina do vírus inativado é produzida com o vírus da Covid-19 morto ou com partes dele, também com o objetivo de levar o organismo a produzir uma resposta imunológica. É o caso da vacina CoronaVac, do Butantan/Sinovac.



© 2020. A Seguir Niterói. Todos os direitos reservados. Site por Grazy Eckert e João Marcos Latgé.