Niterói reforça equipes de cemitérios municipais diante da crise sanitária

Prefeitura contratou empresa para prestação dos serviços, com base no decreto de emergência na saúde

Cemitério do Maruí. Divulgação


Em mais um gesto no sentido de evitar o caos no sistema funerário de Niterói, a Prefeitura contratou uma empresa que vai fornecer de mão-de-obra para os cemitérios municipais São Lázaro de Itaipu, Maruí e São Francisco. O contrato e a ordem de início foram publicados na edição desta sexta-feira do Diário Oficial.


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De acordo com a publicação, caberá à empresa Espaço Serviços Especializados contratar supervidores, encarregados, pedreiros, ajudantes de pedreiro, coveiros, motoristas e auxiliares de serviços gerais. O valor total do contrato é de R$1.910.500,44, para seis meses de serviços, com início imediato.


Ainda segundo o texto públicado no D.O., a contratação está fundamentada no decreto 13.506/2020, que declarou emergência de Saúde Pública no município de Niterói.


Prefeitura se antecipa ao caos


Essa é a segunda vez na semana que a Prefeitura de Niterói adapta os serviços funerários à emergência sanitária pela qual a cidade está passando. Na última terça-feira, foi publicado o decreto que acelera a liberação de novas vagas para sepultamentos na cidadeem cemitérios municipais enquanto durar a pandemia. A nova determinação reduz de três anos para dois anos e nove meses o prazo mínimo para abertura de jazigos. Na publicação, a Prefeitura citava "demanda extraordinária" por enterros.


Também por causa da escalada de óbitos por Covid, a Prefeitura vai ampliar o número de vagas nos cemitérios públicos, ao mesmo tempo que os municipais e os cemitérios particulares reduzem a duração de funerais. Os velórios agora só podem durar no máximo uma hora, e a quantidade de pessoas é limitada a cinco por cerimônia fúnebre. Além disso, todos os funerais nos cemitérios públicos da cidade são realizados a céu aberto, na varanda, pois as capelas estão fechadas.


Colapso funerário se aproxima


A nova onda da pandemia tem trazido à tona a possibilidade de colapso também no sistema funerário, devido à elevação no número de óbitos causados pela Covid-19. Capitais como Belo Horizonte e São Paulo já sentem os reflexos da alta nas mortes e tiveram que ampliar o horário para enterros e até criar listas de espera para sepultamentos.