Niterói tem apenas 20 quartos disponíveis para Covid nos hospitais particulares; 7% do total

Taxa de ocupação dos leitos reservados para Covid chegou a 93%; nas UTIs é de 82%



Os hospitais particulares de Niterói terão que abrir novos leitos para doentes com Covid para fazer frente ao aumento dos casos da doença na cidade. No momento, 93% dos leitos reservados para a doença estão ocupados. São 262 leitos. Tecnicamente, existiriam apenas 20 leitos disponíveis nos hospitais privados da cidade.


O relatório dos hospitais particulares de Niterói (SINDHLESTE) divulgado nesta terça-feira, 15, aponta um crescimento muito rápido no número de pessoas internadas. Desde outubro, a taxa de internações mais que dobrou. Nas UTIs, o problema se repete: 81% das vagas reservadas para Covid estão ocupadas, 213 leitos de UTI. Restariam cerca de 50 posições disponíveis.


Nos últimos dias, os hospitais particulares tem se organizado para atender o número crescente de pacientes, cancelando cirurgias seletivas, remanejando leitos e habilitando quartos que haviam sido desativados. Em muitos casos, estão contratando pessoal para fazer frente à emergência.


Na reunião do Gabinete de crise da Prefeitura, o Prefeito Rodrigo Neves alertou que a situação está se tornando mais grave, com o aumento no número de casos e mortes. Na última semana epidemiológica, a quinquagésima, o A Seguir Niterói registrou, tabulando os dados dos boletins diários da Prefeitura, 1.341 novos casos confirmados da doença e 20 mortes. Números semelhantes aos registrados no pico da pandemia, nos meses de maio, junho e julho. De acordo com a Secretaria de Saúde de Niterói, a ocupação dos leitos do SUS está em torno de 70%. Segundo o boletim da segunda-feira, 14, havia 148 pessoas internadas na rede. O governo oferece 200 leitos e vagas em UTI mas assegura que pode ampliar rapidamente este número para 260.


A dificuldade de acomodação dos doentes se torna ainda mais grave diante do registro de cerca de 150 novos casos da doença por dia. Neste segunda-feira, foram 125. Apenas como exercício matemático, se 5% destes doentes manifestarem sintomas e precisarem de atendimento, os leitos se esgotam em três dias. Caso a taxa de internação seja menor, 3%, ainda num exemplo hipotético, faltarão quartos em uma semana.