Niterói tem mais de 200 novos casos de Covid por dia; 1.635 em sete dias

Contágio aumenta na Região Oceânica; Itaipu e Piratininga estão perto de superar mil casos da doença em cada bairro


Nove mês depois do início da doença, Niterói tem 1.635 casos de Covid confirmados em sete dias - a pior marca do ano


Doença avança na Região Oceânica; veja os bairros com o maior número de casos confirmados


O boletim da Vigilância da Covid-19 publicado pela Prefeitura de Niterói nesta terça-feira, 22, mostra o rápido avanço da doença na cidade. Foram 216 novos casos em apenas um dia, repetindo uma marca que preocupa os epidemiologistas e lota os hospitais da cidade. Nos últimos sete dias, foram registrados 1.635 novos casos. Não é uma semana epidemiológica fechada, como aparece nos gráficos da OMS, mas a sequência retrata o momento: é o pior número registrado na cidade desde o início da epidemia, mais de 200 casos por dia.


A doença se espalha por todos os bairros da cidade. Icaraí, o mais populoso, concentra 3.432 registros. Mas outros bairros apresentam forte crescimento. Fonseca tem 1.957 casos, O Barreto, 1.519, Santa Rosa, 1.459, o Centro 1.131. São os cinco bairros que atingiram a marca de mil casos. Agora, outros dois bairros se aproximam também deste número: Itaipu, com 982 casos, e Piratininga, com 963. Na última semana, Itaipu foi o bairro com maior número de casos, proporcionalmente. Em apenas sete dias, passou Piratininga. Teve 82 casos, contra 42 do bairro vizinho. Camboinhas tem 208 casos e Itacoatiara 66. Outro bairro que registra forte contágio é o Ingá, que tem 756 registros e tem apresentado 30 novos casos por semana.


Nos últimos sete dias, foram 22 mortes. O que confirma a tendência registrada nas últimas semanas epidemiológicas, a SE 50, com 20 mortes, e a SE 51, com 21. O número de pessoas internadas em leitos ou UTIS apenas na rede do SUS se mantém em 168. Mas há mais de 500 pessoas internadas na rede privada. São estes números que levaram os epidemiologistas da UFF a recomendar a adoção imediata de lockdown na cidade, sob pena de agravamento da doença e esgotamento dos recursos médico-hospitalares depois das festas de fim de ano.