Niterói tenta comprar 1,1 milhão de doses de Coronavac direto do Butantan

Trata-se de uma parte do lote que o Governo Federal não confirmou interesse em comprar

Coronavac foi a primeira vacina distribuída pelo SUS. Divulgação/Prefeitura de Niterói


A Prefeitura de Niterói reafirmou interesse em negociar pessoalmente com o Instituto Butantan a compra de 1,1 milhão de doses da Coronavac. Trata-se de uma fração das 54 milhões de doses do imunizante que a autarquia é capaz de produzir, mas o Governo Federal não confirmou se pretende comprar. As informações foram publicadas na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, e confirmadas pelo Prefeito Axel Grael e pela Prefeitura de Niterói.


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"Desde o início, Niterói está lutando para salvar vidas e agora não vai ser diferente. Precisamos agilizar a vacinação, ter a garantia da chegada das doses para colocar em prática nosso plano de imunização. Queremos proteger nossos idosos", escreveu Grael em uma rede social.


Ainda de acordo com o Prefeito, com essas doses, a cidade conseguiria acelerar a imunização de profissionais que "têm pressa", como os da Saúde, Conservação e limpeza urbana, Educação, Transporte e tantas outras categorias.


"A Prefeitura de Niterói tem pressa. Estamos tratando de vidas!", finalizou o Prefeito.


À coluna de Ancelmo Gois, Axel disse que já está em contato com o Butantan e pretende conversar também com o governador de São Paulo, João Doria. Foi o tucano que, na última quinta-feira, colocou a produção do Butantan à disposição de estados e municípios interessados.


O Ministério da Saúde, no entanto, diz que a produção do instituto é exclusiva do Governo Federal e não pode ser negociada. A pasta, no entanto, ainda não confirmou a compra do lote de 54 milhões — o primeiro carregamento foi de 46 milhões. Oficialmente, o Governo Federal tem até o fim de abril para decidir se quer comprar mais vacinas.


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