Niterói teve recorde de mortes na última semana: 40 óbitos em sete dias

Boletins da Prefeitura registram maior número de mortes de toda a pandemia em uma única semana



A gravidade do avanço da Covid, que fez Niterói entrar no estágio Laranja de Atenção Máxima, em função do aumento de casos e da ocupação dos hospitais, também pode ser medida pelo número de mortes: foram 40 óbitos na última Semana Epidemiológica, a SE 12, de acordo com os dados dos boletins diários da Prefeitura, por data de notificação. Por esta série histórica, até então, a pior semana da doença em termos de casos fatais havia ocorrida no início de janeiro, a SE1 de 2021, com 37 mortes.


O gráfico registra o número de casos por Semanas Epidemiológicas, a partir dos dados divulgados pela Prefeitura em boletins diários, compilados pelo A Seguir: Niterói. Até agora, a Covid registrava um maior número de vítimas em maio/junho, na SE 20 de 2020, e na segunda onda da doença, com 37 mortos, na SE 1 de 2021. A SE 12 ainda não aparece no gráfico.


O último boletim epidemiológico da Prefeitura divulgado neste domingo (28), referente ao sábado (27), apontou 30.872 casos da de Covid e 922 mortes desde o início da pandemia. Em sete dias, foram registrados 699 novos casos da doença e aumento no número de internações, que, nesta contagem, chega a 289, o dobro do que se registrava em fevereiro.


De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, que aparecem hoje no painel da Covid de Niterói, a taxa de ocupação dos leitos é de 77% e nas UTIs chega a 85.4%, nos hospitais públicos e privados.

O crescimento do número de mortes também aparece no Registro Civil. Entre o último domingo (21) e a quinta-feira (25), os cartórios de Niterói já registravam 34 vítimas fatais, e números crescentes. O Cemitério do Maruí relatou um aumento no número de enterros na cidade em março em comparação com janeiro e fevereiro.

Central de Informações do Registro Civil mostra aumento nos registros no mês de março


As restrições de mobilidade estabelecidas entre os dias 26 de março e 4 de abril pretendem evitar o cenário que Niterói viveu em maio e dezembro de 2020, e também o colapso dos sistemas de saúde e funerário da cidade.