Niterói troca barulho da campanha por propostas para sair da crise

Atualizado: Out 25

A Seguir Niterói entrevista os candidatos à Prefeitura para saber o que planejam fazer na Saúde, Educação, Segurança, Mobilidade, Saneamento, Emprego e desigualdades sociais



Uma eleição diferente. A pandemia, o isolamento, a diminuição do tempo de campanha, são muitos os fatores que interferem no clima da eleição. Sem comícios e multidões, os candidatos cumprem uma agenda intensa, com visitas, caminhadas e panfletagem na tentativa de mobilizar o eleitor. Num ano que deixa tantas marcas, traumas e incertezas, o morador de Niterói não quer fanfarra nem carro de som, parece se recolher na cabine para refletir sobre os destinos da cidade.


Como enfrentar a pandemia? O funcionamento dos hospitais, o trabalho dos médicos, a ação da Saúde? O que fazer em relação à vacina? Qual o plano para compensar as perdas na educação? Como garantir renda para as famílias? Como reativar a economia? As questões são urgentes, Niterói quer respostas, nestes tempos que a vida foi tirada da rotina e tentamos construir o novo normal.


O próximo prefeito terá pela frente muitos desafios. A longa paralisação das atividades não resolveu outros problemas da cidade, que apenas passaram, momentaneamente, a um segundo plano. Mas permanecem entre as preocupações do eleitor. A mobilidade volta à pauta, quando a cidade, ainda longe da normalidade, já apresenta retenções e problemas de transporte. A Segurança, contida pelo isolamento, continua sendo uma questão. Como lidar com o programa Niterói Presente? Como deve funcionar a Guarda Municipal? Emprego. Renda. Saneamento. Meio ambiente. Como enfrentar a enorme desigualdade social que situa a cidade entre as mais injustas do país…?


Mas o próximo prefeito terá também um orçamento que poucas cidades do porte de Niterói e até maiores podem dispor: R$ 3,5 bilhões, recursos de impostos que pagamos diretamente ao município, como IPTU e ISS, transferências de impostos do Estado, como o ICMS e federais, e os recursos dos royalties do petróleo.


Por isso é tão importante a escolha. Niterói tem desafios. Mas também tem a chance de ser uma cidade melhor. Numa eleição que exigirá tanto do eleitor ( 391.268 eleitores, segundo os registros do TRE), cercado de cuidados para ir às urnas, é importante conhecer as propostas dos candidatos, diretamente, de sua própria voz, sem radicalismos, robôs e fake news. Como deve ser o voto, uma escolha consciente.


Nos próximos dias, a partir desta segunda-feira, 26, o A Seguir Niterói espera poder contribuir para a informação do eleitor da cidade, entrevistando os candidatos à Prefeitura. Alguns são conhecidos da vida política da cidade, por sua relação com a cidade e trajetória política: o candidato do PDT, Axel Grael, vice-prefeito e secretário do governo de Rodrigo Neves; Felipe Peixoto, do PSD, ex-vereador, ex-secretário estadual, duas vezes no segundo turno; Flávio Serafini, do PSOL, deputado estadual, também candidato nas últimas eleições. Outros estreiam agora na cena eleitoral: Juliana Benício, do Novo; o delegado Deuler da Rocha, e o conservador, como se define, Allan Lyra, do PTC. Estes foram os nomes escolhidos pelos partidos e coligações com representação na Câmara dos Deputados. Há ainda outros três candidatos: Danielle Bornia, do PSTU; Renata Esteves, do Partido da Mulher Brasileira; e Tuninho Fares, da Democracia Cristã.


Na pesquisa feita pelo instituto Paraná Pesquisas em setembro, na consulta estimulada, quando se apresenta os nomes dos candidatos, a disputa se revelava desta forma: Axel Grael, com 24.9% das intenções de voto; Felipe Peixoto, em seguida, com 21,6%. Um empate técnico. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Flávio Serafini, teve 6,8%, Juliana Benício, do Novo, 2,3%, Antonio Rayol e Deuler da Rocha, do PSL, 2% cada. Nesta consulta, não aparecia a candidatura de Allan Lyra, apresentada no último momento do registro no TRE. Naquele pesquisa, ainda era grande o número de eleitores que "não sabem" ou que não votariam em "ninguém", 9% e 23,5%, respectivamente. No total, 32,5%.


No dia 15 de novembro, o eleitor vai às urnas. Vai eleger o Prefeito e também uma nova Câmara municipal, 21 vereadores. Nunca houve tantos candidatos a vereador, 532, no total - 55 advogados, 31 empresários, 28 comerciantes, 11 professores, entre outras profissões declaradas. Que a cidade possa fazer as melhores escolhas.








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