Prefeitura muda os planos, estende restrições só até terça e negocia com Governador

Niterói tenta ganhar tempo para articular ações coordenadas entre mais cidades; Prefeito se reúne com governador em exercício no domingo

Foto: Lívia Figueiredo


Mudanças de planos na Prefeitura de Niterói. Depois de informar a intenção de revisar o decreto de restrição e ampliá-lo por mais 15 dias, o município decidiu manter tudo como está até a próxima terça-feira. A intenção é elaborar uma ação conjunta entre os municípios da Região Metropolitana, mas a reunião com o governador em exercício, Claudio Castro, só vai ser realizada no domingo.


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Em comunicado enviado na noite desta sexta-feira, a Prefeitura informou que o Diário Oficial deste sábado trará apenas uma prorrogação das medidas que já estão em vigor. Em vez de expirarem no dia 21, as restrições vão até a próxima terça-feira, dia 23.


Com isso, Niterói ganha tempo para articular medidas coordenadas entre entre municípios, como foi discutido com a Prefeitura do Rio. Os prefeitos Axel Grael e Eduardo Paes entraram em consenso sobre a necessidade de implementar restrições que contemplem toda a Região Metropolitana e pretendem buscar apoio de Cláudio Castro durante encontro agendado para este domingo.


Decreto em vigor até o dia 23


De acordo com a nota da Prefeitura de Niterói, até o dia 23, fica mantida a determinação de que bares e restaurantes podem ficar abertos até 18h. Música ao vivo não é permitida. Os estabelecimentos comerciais de rua abrem às 10h e fecham às 19h. Shoppings centers abertos de 12h às 22h. O objetivo dessas alterações é diminuir a concentração de passageiros utilizando o transporte público nos mesmos horários.


O funcionamento dos quiosques das praias está suspenso, assim como a prática de atividades e esportes coletivos. As atividades individuais estão permitidas. A permanência de indivíduos em espaços públicos entre 23h e 5h está proibida. A circulação de pessoas não está restrita, mas não será permitido parar em espaços públicos e gerar aglomerações. Além disso, está recomendado o home office para 50% de funcionários da iniciativa privada e da administração municipal.