Primeira noite do 'lockdown' em Niterói tem Praia de Icaraí cheia e cenas de 'jeitinho'

Atualizado: Mar 27

Na orla de Icaraí, população confundiu esporte individual com passeio; polos gastronômicos de São Francisco e da Nóbrega ficaram desertos

Bar em Santa Rosa com pessoas consumindo no interior / Foto: Livia Figueiredo


A primeira noite de Niterói sob medidas restrivas mais severas teve muito niteroiense que aproveitou o calorão para passear, ignorando os frequentes apelos de especialistas e autoridades para que as pessoas "fiquem em casa". Na Praia de Icaraí, o movimento foi intenso após as 18h, horário em que esportes individuais, como corrida e caminhada, ficam autorizados. Mas em vez de se exercitar, a maioria passeava pelo calçadão.


Calçadão de Icaraí cheio / Foto: Livia Figueiredo


Movimento na Rua Moreira César / Foto: Livia Figueiredo


Já os bares e restaurantes obecederam em peso o decreto, mas houve casos pontuais do famoso "jeitinho" para burlar as regras. Foi o caso de um bar na Rua João Pessoa, em Santa Rosa, e de outro na esquina da Alameda São Boaventura com a Rua Major Pardal Júnior, no Fonseca. Nos dois casos, o que se via eram portas semiabertas e pessoas no interior do estabelecimentos, bebendo e, claro, sem máscaras.


Já os bares e restaurantes de São Francisco e da região da Rua Nóbrega, no Jardim Icaraí, permaneceram fechados para o público, funcionando apenas no sistema de entregas e retiradas.


Em São Francisco, apenas entregas e retiradas / Foto: Livia Figueiredo


Avenida Quintinho Bocaiúva, em São Francisco / Foto: Livia Figueiredo


No Centro de Niterói, apesar de algumas lojas terem descumprido o decreto ao longo do dia, no horário da volta para casa o movimento foi tranquilo. Até o Terminal Rodoviário João Goulart, onde houve queixas de aglomerações pela manhã, estava mais vazio por volta das 19h. Muito diferente do que costuma ocorrer em dias úteis.

Avenida Visconde do Rio Branco, no Centro / Vídeo: Amanda Ares


Terminal João Goulart / Foto: Amanda Ares


Avenida Amaral Peixoto sem movimento / Foto: Amanda Ares