Produção nacional de vacinas pode garantir a Niterói até 100 mil doses em março

Butantan e Fiocruz, juntos, pretendem entregar 35 milhões doses ao Ministério da Saúde em março

Campanha de vacinação deve ser acelerada. Reprodução


Superados os entraves burocráticos que atrasaram a chegada de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) ao Brasil, Butantan e Fiocruz já estão produzindo imunizantes suficientes para dar novo ritmo ao Plano Nacional de Imunização (PNI). Os dois laboratórios, juntos, pretendem entregar 35 milhões de doses ao Ministério da Saúde até o fim de março. Pelos critérios de distribuição adotados até aqui, Niterói pode ser contemplada com cerca de 100 mil vacinas neste período.


Leia mais: Fiocruz confirma entrega e Niterói pode ter vacinação acelerada a partir de março


Os cálculos são baseados na divisão proporcional das remessas incorporadas ao PNI desde o começo da campanha de vacinação contra a Covid-19, em 18 de janeiro. Se os mesmos critérios forem obedecidos, das 20 milhões de doses de Coronavac prometidas pelo Instituto Butantan, Niterói pode receber aproximadamente 50 mil.


Já a Fiocruz pretende entregar 15 milhões de doses ao Ministério da Saúde até o fim do mês. Apesar de a quantidade total ser menor, pelo modelo de distribuição das últimas remessas, a cidade deve receber número semelhante ao de vacinas do Butantan: cerca de 50 mil.


Veja também: Coronavac ou Oxford? Que venham todas as vacinas, diz pneumologista


Os dois laboratórios prometem começar as entregas em meados de março. Segundo o cronograma da Fiocruz, a primeira remessa, com 1 milhões de doses, será disponibilizada entre 15 e 19 de março. O Butantan, por sua vez, garante 5,6 milhões de vacinas até 13 de março.


Número de vacinados ainda é incerto


Mesmo se o melhor cenário se confirmar, e Niterói receber cerca de 100 mil doses de imunizantes, a quantidade de pessoas vacinadas ainda é uma incógnita. A recomendação do Ministério da Saúde, até o momento, foram de aplicação da quantidade integral de doses de Oxford. Mas, no caso da Coronavac, a distribuição deve ser fracionada para garantir as duas doses previstas pelo fabricante.


Nova onda: Comitê Científico de Niterói é retomado, diante do agravamento da pandemia


Se a recomendação for mantida, as doses garantirão a imunização de 75 mil pessoas em Niterói, sendo 50 mil com a vacina da Fiocruz e 25 mil com a do Butantan, considerando-se a reserva das doses de reforço.


Em reunião com a Frente Nacional de Prefeitos, em 19 de fevereiro, o Ministro Eduardo Pazuello informou que a orientação do PNI seria alterada e todas as doses de Coronavac deveriam ser aplicadas de uma só vez. Mas dias depois uma Nota Técnica do Ministério da Saúde recomendou o contrário. Sob a alegação de que a produção do Butantan estava atrasada, o que não garantiria a produção de doses de reforço em tempo hábil para que o intervalo entre aplicações, de 14 a 28 dias, fosse respeitado.