Rio vacina duas mulheres aos pés do Cristo Redentor, e Niterói deve começar nesta terça

Chegada das vacinas contra Covid ao Estado atrasa, o que impossibilitou início da vacinação em Niterói nesta segunda


Terezinha (à esquerda) e Dulcineia, as duas primeiras a serem vacinadas no Rio. Foto Divulgação


Aos pés do Cristo Redentor, e depois de um atraso de mais cinco horas, as duas primeiras doses de vacina contra a Covid-19 foram aplicadas nesta segunda-feira em duas mulheres de grupos de risco no Rio. A cerimônia que marcou o início da imunização no Rio foi realizada no alto do Corcovado por volta das 18h20m e emocionou a cidade. A técnica de enfermagem Dulcineia da Silva Lopes, de 59 anos, e Terezinha da Conceição, de 80 anos, que vive numa casa de longa permanência, foram as duas mulheres que receberam as doses da CoronaVac.


Por causa no atraso na saída do avião que trouxe as doses de CoronaVac de São Paulo para o Rio, Niterói teve de adiar para esta terça-feira (19) o início da vacinação na cidade.


Dulcineia trabalha no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência no tratamento da Covid no Rio. Terezinha vive num abrigo público desde 2015, quando sua casa foi demolida pela Defesa Civil porque ficava em área de risco no Santo Cristo.


— Todo mundo precisa se vacinar contra a Covid. Não tenham medo, a vacina é para que a gente fique com saúde e volte à vida normal — disse dona Terezinha, muito emocionada.


Quem aplicou a vacina nela foi foi Adélia Maria dos Santos, de 71 anos, servidora da Secretaria Municipal de Saúde desde 1979 e uma das fundadoras do Programa de Imunização da Cidade do Rio.


O Governador em exercício, Cláudio Castro, e o Prefeito Eduardo Paes acompanharam a cerimônia no local.


— Eu trabalho com vacina há muitos anos, e a gente sabe como a vacina já parou várias epidemias, como a da Pólio. Eu estou desde a época da Pólio, do sarampo... — contou Adélia.