Saiba quais foram os 10 livros mais vendidos na Travessa de Niterói

Atualizado: Fev 6

Tem para todos os gostos: romance, autobiografia, ficção e autoajuda são alguns dos gêneros literários favoritos do público


Por Livia Figueiredo

A Livraria da Travessa, na Rua Tavares de Macedo, em Icaraí / Foto: Livia Figueiredo


Ler é uma das melhores válvulas de escape já inventadas. Em tempos de privações e de políticas voltadas para o isolamento social, o livro se tornou uma ferramenta ainda mais fundamental de "teletransporte" e uma ótima forma de se conectar com diversas histórias. Além de ser uma fonte de conhecimento, ler aprimora a escrita, a percepção do mundo, trabalha a criatividade e o senso crítico.


A Livraria da Travessa chegou em Niterói em meados de dezembro com um acervo de quase 50 mil livros. Nas primeiras semanas de inauguração, vendeu quase 8 mil exemplares, o que revela que o hábito da leitura não se perdeu tanto assim.


Pensando nisso, o A Seguir: Niterói montou uma lista dos 10 livros mais vendidos no mês de inauguração da Travessa. Confira abaixo e boa leitura!


1. Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente e para sempre suas vidas estarão ligadas ― a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção. O livro foi vencedor do Prêmio Leya de 2018, concedido pelo grupo editorial LeYa, de Portugal.


2. Pequeno manual antirracista, da Djamila Ribeiro

Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.


3. O Duque e Eu, de Julia Quinn


Os Bridgertons são oito irmãos que brigam como cães e gatos, brincam como melhores amigos e, acima de tudo, se amam incondicionalmente.


“O Duque e Eu” conta a história da quarta deles, a adorável Daphne, e inaugura uma das séries mais bem-sucedidas de Julia Quinn, que já teve mais de 1 milhão de livros vendidos no Brasil.


4. De cu pra lua, de Nelson Motta

Um dos maiores nomes da música popular brasileira, Nelson Motta finalmente lança uma autobiografia. O livro narra sua trajetória como jornalista, escritor, roteirista, letrista, produtor musical, homem de TV e empresário da noite.


A expressão do título, para quem não conhece, remete à sorte, e Nelson Motta admite que muito de seu caminho bem-sucedido foi fruto de ser o homem certo no lugar certo. "Um rapaz de sorte", como está dito na capa do livro, possui 480 páginas e foi lançado pela Estação Brasil.


5. Talvez você deva conversar com alguém, de Lori Gottlieb


Combinando histórias reunidas a partir de sua rica trajetória como terapeuta (distribuídas entre quatro personagens inesquecíveis) à sua própria experiência como paciente, Lori nos oferece um relato afetuoso, leve e comovente sobre a universalidade de nossas perguntas e ansiedades, e joga luz sobre o que há de mais misterioso em nós, afirmando nossa capacidade de mudar nossas vidas. Uma jornada emocionante de autodescoberta, uma homenagem à natureza humana e um lembrete sobre a importância de sermos ouvidos, mas também de sabermos ouvir. Um livro sobre a importância dos encontros, dos afetos e da coragem de todos os que partimos para a aventura do autoconhecimento.


6. Sem data venia: um olhar sobre o Brasil e o mundo, de Luís Roberto Barroso

Em “Sem data venia”, Barroso escreve pela primeira vez para um público amplo, não acadêmico, sobre nossos problemas mais candentes: a desigualdade, a polarização político-ideológica, a perda de representatividade dos partidos, os desafios na preservação do meio ambiente e na educação, o racismo estrutural e as ameaças à liberdade de expressão. Sem mencionar o que ele descreve na Introdução como “o desencontro ético do país", que se evidenciou no Mensalão e explodiu com a Operação Lava Jato. Uma espantosa naturalização das coisas erradas, que se materializavam em desvios de dinheiro público, propinas e achaques.


7. Mude seus horários, mude sua vida, do Dr. Suhas Kshirsagar


Hábitos como pular refeições, exercitar-se no meio do dia, trabalhar até tarde e tentar "recuperar o sono" no fim de semana atrapalham o ritmo natural do organismo e podem gerar consequências graves para nossa saúde.


Combinando a antiga sabedoria ayurvédica com as mais recentes pesquisas científicas na área da cronobiologia, Dr. Suhas Kshirsagar explica como sincronizar nossa programação diária com o ciclo natural de luz e, assim, fazer com que todo o sistema trabalhe com menos esforço. Com dicas nutricionais, informações sobre a ciência do sono e testes para identificar seu tipo de corpo e seus padrões de comportamento, "Mude seus horários, mude sua vida" apresenta o cronograma ideal para suprir suas necessidades específicas de nutrição, trabalho, repouso e exercício.


8. Minha história, de Michelle Obama

Um trabalho de profunda reflexão e com uma narrativa envolvente, Michelle Obama convida os leitores a conhecer seu mundo, recontando as experiências que a moldaram — da infância na região de South Side, em Chicago, e os seus anos como executiva tentando equilibrar as demandas da maternidade e do trabalho, no período em que passou no endereço mais famoso do mundo.


Com honestidade e uma inteligência aguçada, ela descreve seus triunfos e suas decepções, tanto públicas quanto privadas, e conta toda a sua história, conforme a viveu — em suas próprias palavras e em seus próprios termos. Reconfortante, sábio e revelador, "Minha história" traz um relato íntimo e singular de uma mulher com alma e consistência que desafiou constantemente as expectativas e cuja história nos inspira a fazer o mesmo.


9. Woody Allen: a autobiografia


Woody Allen: a autobiografia parte de sua infância no Brooklyn passando pelo início da carreira como roteirista-assistente de grandes nomes da comédia televisiva norte-americana. O artista fala sobre as dificuldades desse processo, como quando fazia apresentações de stand-up em clubes obscuros, e relembra como migrou para o cinema com comédias pastelão que hoje se tornaram clássicos, como "Um assaltante bem trapalhão".


Enquanto revisita seus sessenta anos de carreira e suas produções que marcaram gerações, como "Noivo neurótico, noiva nervosa", "Manhattan" e "Annie e suas irmãs", até suas produções mais recentes ("Meia-noite em Paris" e "Um dia de chuva em Nova York"), Woody fala sobre seus casamentos, romances, amigos, sua relação com o jazz, seus livros e suas peças.


10. República das milícias: dos esquadrões da morte à era bolsonaro, de Bruno Paes Manso


Fabrício Queiroz, Adriano da Nóbrega e Ronnie Lessa. Os três foram protagonistas de uma forma violenta de gestão de território que tomou corpo nos últimos vinte anos e ganha neste livro um retrato por inteiro: as milícias. Dos esquadrões da morte formados nos anos 1960 ao domínio do tráfico nos anos 1980 e 1990, dos porões da ditadura militar às máfias de caça-níquel, da ascensão do modelo de negócios miliciano ao assassinato de Marielle Franco, este livro joga luz sobre uma face sombria da experiência nacional que passou ao centro do palco com a eleição de Jair Bolsonaro à presidência em 2018.