Saiba quem são e o que fazem os candidatos a Vice-Prefeito de Niterói

Pouco citados na campanha, concorrentes são decisivos na composição da chapa e no governo


por Gabriel Gontijo


O prédio da Prefeitura de Niterói: importante saber também quem é o candidato a vice


Embora pouco falado durante a disputa eleitoral, ou até mesmo depois de eleito, o nome do Vice-Prefeito costuma se decisivo durante o pleito, por ser quem auxilia na hora da formação da chapa e no governo.


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Uma curiosidade é que a cidade voltará a ter um vice em 2021, pois na última eleição municipal o candidato ao cargo na chapa de Rodrigo Neves, Comte Bittencourt, não chegou a assumir. Na ocasião, o então deputado estadual alegou que poderia ajudar mais o município se mantendo na Alerj. Como a cadeira ficou vaga, durante o período em que o atual prefeito esteve preso, entre o fim de 2018 e os primeiros meses de 2019, quem assumiu a cadeira foi o presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira. Que agora é candidato a vice na chapa de Axel Grael.


Veja quem são os candidatos a Vice em Niterói:


Paulo Bagueira (Solidariedade), vice de Axel Grael (PDT)


Niteroiense nascido no Barreto, começou na política em 1992, quando foi suplente do então vereador Carlos Magaldi, sendo que passou a exercer o mandato posteriormente. Mas foi na eleição seguinte, em 1996, que foi eleito vereador para a Câmara pelo PDT. Na ocasião teve 3412 votos. E desde então passou a ser eleito consecutivamente até o último pleito, em 2016. Pela primeira vez disputa um cargo ligado ao Executivo.


Tem 60 anos e é casado pela segunda vez, sendo que a atual mulher é a rainha de bateria da Viradouro, Raíssa Machado. Tem três filhos e é avô de um menino e uma menina.


Bruno Lessa (DEM), vice de Felipe Peixoto (PSD)


Advogado formado pela UFF, Bruno Lessa tem 29 anos e mora em Piratininga, na Região Oceânica. Começou sua carreira política bem novo, presidindo, aos 16 anos, a juventude do seu partido. Aos 21 anos, foi eleito o vereador mais jovem da história da cidade. Em seu primeiro mandato, presidiu a CPI dos Ônibus. também foi relator da CPI da Enel e do Plano Diretor, que determinou novas diretrizes urbanísticas para Niterói.


Alexandre Ceotto (Republicanos), vice de Deuler da Rocha (PSL)


Empresário, tem 45 anos, é solteiro, nasceu e foi criado em Niterói, tem formação em Administração de empresas e fez MBA em Gestão Empresarial. Apesar de ser a primeira vez que concorre ao cargo, esta não é a primeira vez que disputa uma eleição. Em 2018, tentou uma vaga de deputado estadual, mas não foi eleito. No ano seguinte, foi nomeado Subsecretário de Relacionamento Institucional do Governo do Estado.


Willie de Souza (Novo), vice de Juliana Benício (mesmo partido)


Mora em Niterói há quatro décadas, tem 61 anos de idade, é pai de dois filhos e é avó de três netos. Formado em Engenharia Química pela UFRJ, com pós-graduação em Produção pela COPPE/UFRJ e Gestão Empresarial pela FGV, também se formou em Direito pela Unilasalle. Atualmente, trabalha como advogado civilista e hoje empreendedor na cidade de Niterói, exercendo a função de sócio administrador de um escritório de advocacia.

Fomentou e deu suporte, como orientador e colaborador voluntário, ao programa de empreendedorismo para jovens da Associação Junior Achievement. Disputa uma eleição pela primeira vez


Josiane Peçanha (PSOL), vice de Flávio Serafini (mesmo partido)


Nascida em Itaboraí, é formada em pedagogia, atua como professora da rede municipal de ensino, tem mestrado em História, é divorciada e tem 41 anos. Orgulha-se em afirmar que é a primeira mulher negra a se candidatar a um cargo executivo na História de Niterói. Tanto ela quanto Serafini evitam usar o termo "vice" e, por isso, Josiane afirma que é candidata a "Coprefeita" da cidade. Disputa uma eleição pela primeira vez.


Soraia Catarino (PMB), vice de Renata Esteves (mesmo partido)


Soraia Catarino Miranda tem 43 anos, nasceu na cidade do Rio de Janeiro e é psicóloga. Orgulha-se de compor juntamente com Renata uma chapa que é considerada "puro sangue feminina", pelo fato de ambas serem mulheres e integrarem o Partido da Mulher Brasileira. Apesar disso, afirma não ter uma bandeira feminista, mas diz que luta pela inclusão da mulher. Além disso, é defensora de políticas públicas que ampliem a inclusão social para pessoas com autismo. Também é mais uma que está estreando na eleição na disputa para o cargo.


Subtenetente Célio Soares (Podemos), vice de Allan Lyra (PTC)


Célio da Silva Soares tem 55 anos de idade, nasceu na cidade do Rio e como o nome já diz é Subtenente da Polícia Militar do Rio. Bolsonarista, foi o escolhido por Allan Lyra na composição da chapa, que tem o apoio do deputado federal niteroiense Carlos Jordy. Pouco aparece nas campanhas, mas coloca-se ao lado do candidato a prefeito como favorável nas pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro e demais apoiadores


Nubya Mattos (DC), vice de Toinho Fares (mesmo partido)


Cirurgiã dentista formada pela UFF há mais de três décadas, tem 56 anos de idade e tem uma filha de 25. Segundo a própria, o relacionamento com Niterói começou ao concluir o segundo grau pelo Liceu Nilo Peçanha. Aceitou o convite para ser vice do Toinho por querer desenvolver um projeto para a cidade com uma visão mais humanitária ligada à odontologia. Além disso, quer ajudar a desenvolver outras ideias ligadas à saúde público.

Disputa o cargo pela primeira vez.


Carlos Augusto Moreira Machado (PSTU), candidato a vice de Sérgio Perdigão (mesmo partido)


Engenheiro de Telecomunicações formado pela UFF, tem 67 anos de idade, é casado em uma união estável, tem dois filhos e um neto. Por quase 40 anos trabalhou na Embratel e hoje encontra-se aposentado. Além de ter sido ativista do movimento estudantil no seu período na UFF, foi dirigente da Associação dos Empregados da Embratel na década de 1990 e também diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel-Rio) nos períodos 1990-1992 e 2002-2012. È membro do Conselho Deliberativo da TELOS – Fundação de Previdência dos empregados e aposentados da CLARO/Embratel – eleito pelos participantes. Atua hoje também no Fórum Sindical e Popular de Niterói, que reúne diversas entidades sindicais e movimentos sociais da cidade. Na vida partidária, participou do PT desde a fundação até o início dos anos 90, quando rompeu com o partido e, posteriormente, ajudou a fundar o PSTU, em 1994. É a primeira vez que concorre a um cargo nas eleições municipais.





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