Segunda onda de Covid-19: veja como a Europa reage

Apesar dos números ainda altos, inclusive de mortes, Brasil vai na direção oposta



Especialistas costumam dizer que o Brasil ainda não corre o risco de uma segunda onda de Covid-19 porque o país sequer saiu da primeira onda. As médias de contaminação e mortes continuam altas. Mas enquanto estados e municípios brasileiros afrouxam cada vez as regras de distanciamento social na pandemia de Covid, sem conseguir baixar as trágicas mais de 600 mortes por dia, países europeus fazem o caminho inverso por causa do crescimento dos casos de contaminação.


Saiba o que alguns países estão fazendo:


FRANÇA


Nesta terça-feira (13), o presidente Emmanuel Macron se reuniu com ministros para reagir a uma segunda onda do coronavírus no país. A França registrou mais de 1.500 pacientes confirmados com Covid em UTIs na segunda-feira (12) em todo o país, num nível que não acontecia desde o fim de maio. Aqui no Brasil quase metade disso tem morrido por dia, num quadro ainda mais preocupante.


É esperado para esta quarta-feira (14) um pronunciamento de Macron em rede nacional. O primeiro-ministro francês, Jean Castex, já admitiu a possibilidade de o país voltar a decretar lockdown. O governo estuda também impor toque de recolher em locais onde os números de contaminação pelo coronavírus estão subindo. As maiores cidades francesas estão em alerta máximo. Mas lá, diferentemente daqui, no estágio de alerta máximo bares e academias de ginástica tiveram de fechar de novo.


ITÁLIA


Na Itália, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, impôs nesta terça-feira (13) novas restrições para reuniões, restaurantes, esportes e atividades escolares para tentar conter o avanço do coronavírus. A segunda onda de Covid assusta também a Itália, um dos países que mais sofreram com a pandemia no começo deste ano.

Decreto do governo italiano que entra em vigor nesta quarta-feira (14) e tem duração de 30 dias proíbe festas em restaurantes, clubes ou a céu aberto. Também recomenda que as pessoas não façam festas em suas casas ou recebam mais de seis convidados por vez.


O decreto também redobra as exigências pelo uso de máscaras, que já é obrigatório, mas agora também valerá para dentro de casa.


Na Itália, restaurantes e bares podem ficar abertos até meia-noite para atendimento nas mesas, mas não podem servir pessoas de pé, dentro ou fora do estabelecimento, depois das 21h. O número diário de novos casos de coronavírus chegou a 5 mil na sexta-feira (9) pela primeira vez desde março e se aproximou de 6 mil no sábado. Na segunda-feira (12) houve 39 mortes.


O governo italiano decidiu, porém, manter as escolas abertas, com rígidos protocolos sanitários.

REINO UNIDO


No Reino Unido, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também anunciou segunda-feira (12) novas ações contra a propagação da Covid-19 e prepara a reabertura de três hospitais de campanha que haviam sido instalados no auge da pandemia.

O Reino Unido enfrenta nova onda de contágios, que agora atinge todo o território e diferentes faixas etárias. O Governo ameaça usar até o Exército para conter a nova onda de Covid. Na Inglaterra, as confraternizações ficam limitadas a seis pessoas e bares e restaurantes terão de fechar às 22h.


ALEMANHA


Os casos também aumentaram na Alemanha e levaram a primeira-ministra, Ângela Merkel, a se reunir com prefeitos para discutir medidas mais dura. Berlim já decretou, desde sábado (10), toque de recolher noturno, com o fechamento de bares e restaurantes às 23h. As reuniões noturnas também ficam restritas a no máximo cinco pessoas. Na esfera privada, o número máximo é reduzido para 10 pessoas.


ESPANHA


O país foi um dos que começaram a sofrer mais cedo com a segunda onda de Covid, levando mais gente aos hospitais, o que foi atribuído em parte ao grande número de turistas europeus nas praias no verão. A Espanha já endureceu novamente as regras de isolamento, com uma série de restrições para diversas atividades e fechou até praças e parques.

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