Sob suspeita de 'fura-filas', Azevedo Lima teve mais de mil vacinados

Prefeitura apura se as doses distribuídas à unidade foram todas aplicadas nos funcionários ou se houve desvios


Hospital Azevedo Lima. Reprodução


A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói (SMS) também está apurando a denúncia de que pessoas fora do grupo prioriário teriam furado a fila de vacinação contra a Covid-19 no Azevedo Lima. É que, apesar de o hospital ser estadual, é o município que faz a entrega das doses. Na unidade, 1.053 pessoas já foram imunizados, mas resta saber se todos eram funcionários.


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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as doses são distribuídas aos hospitais conforme solicitação dos diretores. As unidades enviam uma relação de funcionários, contendo nome, CPF e catgoria profissional e recebem quantidade suficiente para cobrir aquele grupo específico.


"De acordo com essa listagem a SMS envia o número de doses correspondente para a unidade hospitalar. Essa relação de funcionários é de responsabilidade da direção do hospital. Não há dose excedente", diz a nota da Prefeitura, que acrescenta: "A SMS está apurando o caso e irá notificar ao governo do Estado".


Ainda segundo o município, já foram enviadas ao Azevedo Lima 695 doses da Coronavac e 361 doses de Oxford/AstraZeneca, para aplicações de primeira dose. Até o momento, 629 pessoas já receberam a dose de reforço, e a imunização ainda está em andamento.


Jovens de 16 e 20 anos teriam furado a fila


A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira, uma operação para apurar denúncia de fura-fila na vacinação contra a Covid-19 no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói. Dois jovens, um rapaz de 16 anos e uma moça de 20 anos, filhos de uma Coordenadora do hospital e enteados do Diretor Técnico da unidade, teriam sido vacinados sem pertencerem a grupos prioritários para a imunização. O caso revoltou a população, especialmente idosos que aguardam na fila para serem vacinados.

A denúncia foi apresentada pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren/RJ). Agentes da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) cumpriram mandados de busca e apreensão no Azevedo Lima, que é administrado pela Organização Social (OS) Instituto Sócrates Guanaes, para apreender documentos que comprovem a denúncia, e também nas casas dos suspeitos.








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