Morre bebê queimada em banho no Getulinho, e profissional deve responder por homicídio culposo

Atualizado: Ago 29

Técnica de enfermagem foi demitida, segundo a prefeitura; polícia diz que direção do hospital também pode ser responsabilizada


Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca. Foto: Divulgação


A enfermeira acusada de ser a responsável por queimaduras no corpo de uma bebê de 6 meses durante internação no Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca, será autuada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A menina Juliana morreu na tarde desta sexta-feira (28) depois de dez dias do acidente. Segundo a Prefeitura, a profissional já foi demitida.


A bebê estava internada desde o dia 14 de agosto devido a uma pneumonia e complicações em sua traqueostomia. Ela nasceu com a saúde debilitada e costumava ser internada com frequência. Quatro dias depois de ser internada, no dia 18, a família da bebê a encontrou com queimaduras graves por todo o corpo. Segundo o relatório da polícia, os ferimentos teriam sido causados por um banho quente, com água a aproximadamente 50º C.


O acidente teria sido causado por uma das enfermeiras que cuidavam da menina. De acordo com o delegado titular da 78º DP (Fonseca), que investiga o caso, a enfermeira foi autuada por lesão corporal culposa, mas a autuação deve ser modificada para homicídio culposo, com aumento de pena, depois do resultado de exames. A enfermeira, segundo a polícia, nega ter verificado a temperatura da água.


Ainda de acordo com a polícia, a direção do hospital municipal também poderá ser responsabilizada pela demora no acionamento da polícia para apurar o caso.


Em nota, a Prefeitura de Niterói confirmou que a bebê sofreu queimaduras após o banho com água quente, constatado em sindicância interna aberta após o ocorrido, ressaltando que, após a conclusão da apuração interna, a enfermeira responsável foi demitida. A sindicância atestou que ela não conseguiu verificar corretamente a temperatura da água porque usava luvas.


- A equipe do Getulinho lamenta profundamente e está prestando toda a assistência necessária à família. O hospital também notificou imediatamente a polícia e o conselho tutelar sobre o fato. Para a apuração dos fatos, foram ouvidos 12 profissionais de saúde da unidade e analisadas as imagens das câmeras de vigilância. Também foi realizado um levantamento técnico e avaliação dos insumos e equipamentos utilizados no tratamento da paciente, além de análise da água, entre outras medidas - diz nota da Prefeitura.

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